Coluna 3
Jairo Sergio de Abreu

Números que chocam

Aumento do número de óbitos no Brasil, por conta da Covid-19 é destaque da coluna do jornalista Jairo Sérgio Campos

31 de julho de 2020 - 18:22

Compartilhe

Desde o registro da primeira morte pelo coronavírus em 16 de março até o último dia de julho, os cartórios de registro civil já acompanham uma alta de 7,2% de mortes no Brasil, passando de 454.121 em 2019 para 486.749 no mesmo período deste ano. Com o aumento do volume de serviços, o tempo de espera pela certidão de óbito pode chegar a 15 dias.

Números que chocam II

Em São Paulo, no mesmo período, houve um crescimento de 7,8% nas letalidades, passando de 120.722 em 2019 para 130.245.

Números que chocam II

 

O mesmo ocorre na Baixada Santista, com aumentos significativos de vítimas fatais em relação ao mesmo período pesquisado. Em Santos, as mortes cresceram 6,8% (de 1.774 para 1.894), sendo 500 pessoas pela Covid-19, conforme registros oficiais nos cartórios.

Números que chocam IV

Praia Grande registrou alta de mortes de 13,9% no período, passando de 890 para 1014 – sendo 235 pelo Covid. Outras cidades têm registrado elevações preocupantes, como São Vicente, que contabilizou alta de 31,8% nas mortes (de 884 para 1.165), sendo 258 pelo Covid; Guarujá, com 34,7% (de 774 para 1043), sendo 259 para o vírus. A maior alta entre os municípios mais populosos da região ocorre em Cubatão: 65,9%. Foram 453 mortes no período contra 273 na mesma época no ano passado, sendo 157 pela Covid.

Realidade

Ao contrário do que muitos imaginam, não estão ‘sobrando’ leitos de UTIs para o Covid-19. O vereador e vice-provedor da Santa Casa, Cacá Teixeira (PSDB) relatou durante sessão na Câmara na quinta (30) uma triste realidade: 37 pessoas estavam internadas em UTIs no hospital em razão da doença, número 76% maior que há alguns dias, quando eram 21 internados.

Enquanto isso…

A decisão de retornar às sessões presenciais do Legislativo a partir da terça (4) – podendo funcionar de forma híbrida para os que estão no grupo de risco – tem provocado polêmicas entre os edis.

Bom senso

Benedito Furtado (PSB), 70 anos, se posicionou contrário em razão dos riscos. “Não sou vereador de segunda classe. Se precisar ir ao plenário, estarei lá. Mas não há distanciamento necessário. Precisa existir bom senso”, alertou. Três vereadores já foram infectados pelo Covid-19.

Articulações

Na verdade, há pressão para a volta das sessões presenciais, pois muitas articulações políticas ocorrem em plenário, tanto para votação de projetos do Executivo como do próprio Legislativo.

Sempre o transporte

Ônibus cheios, vidros das janelas fechados, ausência de álcool em gel nos coletivos são alguns dos problemas frequentes encontrados pelos usuários. O assunto foi objeto de queixas de vereadores que questionam o papel da CET na fiscalização dos serviços prestados pela empresa de transporte municipal.

Debate esvaziado

O debate Expectativas e Propostas para o Município de Santos – Gestão 2021/2024, promovido na pelo Lide Santos, foi o pontapé das discussões sobre o futuro de Santos. Dos 8 que haviam confirmado presença, apenas cinco participaram: Bayard Umbuzeiro (PTB), João Villela (Novo), Ivan Sartori (PSD), Marco Aurélio (PDT) e Moyses Fernandes (PV).

Namoro firme

Na bolsa de apostas, o médico Adriano Catapreta deve ser a indicação do Progressistas para vice na chapa do PSDB, que deve indicar o ex-secretário Rogério Santos. A conferir.

Quem Responde?

Por qual…
razão, apesar das promessas, a Prefeitura de Santos não tem dilatado o prazo para pagamento de impostos e taxas às empresas e população em razão da pandemia?