O sacrifício que falta | Boqnews

Ponto de vista

O sacrifício que falta
Em meio as dificuldades geradas pelo prolongamento do período de quarentena, a partir da obrigatoriedade de interrupção de diversas atividades econômicas,é mais do que acertada a decisão da Justiça de determinar que o fundo eleitoral de cerca de R$ 2 bilhões seja destinado ao combate ao coronavírus. Da mesma forma, há de se condenar a iniciativa de alguns segmentos do funcionalismo que insistem em manter - e em alguns casos ampliar - benesses concedidas a partir do aproveitamento das brechas criadas pelas legislações que regulam o serviço público, outorgando direitos adquiridos e vantagens cumulativas que, em muitos casos, garantem benefícios para toda a vida. Tudo, a bem da verdade, mantido com o dinheiro arrecadado da população por meio de impostos e em total dessintonia com a realidade de penuria vivida pela maioria dos brasileiros. O desinteresse e a omissão de boa parcela da sociedade tornaram férteis a proliferação de ações coorporativas e distantes das soluções dos principais problemas enfrentados pela coletividade. Não há como se admtir que o período de exceção, que ora impõe sacrifícios imensos às famílias que não dispõem de meios formais para manter a subsistência, não exija dos mais afortunados pelo Estado uma justa cota de contribuição. Há muito os brasileiros vêm pagado por contas que não contraíram, arcando com prejuízos oriundos da incompetência e má fé de governantes e artífices do capital especulativo. Desta feita o despecho precisa e deve ser diferente. Diante dos reflexos gerados pelo momento de crise gerado pela pandemia, que poderá resultar em grande número de demissões em empresas da iniciativa privada e na redução significativa das receitas tributárias provenientes das atividades produtivas, qualquer proposta de aumento nas benesses e remunerações oferecidas no setor público representa uma afronta à população e, por isso, merece ser repudiada. O custeio das instituições que alicerçam o estado brasileiro já é por demais oneroso diante as imensas necessidades da população, especialmente dos milhões de brasileiros ainda relegados à pobreza extrema. É necessário também cobrar uma colaboração mais efetiva das instituições bancárias, que sempre gozaram de privilégios e pouco retribuíram à sociedade brasileira. Agora, no momento em que os efeitos da crise internacional gerado pelo coronavírus se fazem sentir com mais intensidade no País, é mais do que hora de os bancos contribuírem oferecendo condições viáveis ao financiamento para a retomada da atividade produtiva que, a bem da verdade, será a única forma de se evitar o aprofundamento do processo recessivo em curso.
14 de abril de 2020

O sacrifício que falta

Em meio as dificuldades geradas pelo prolongamento do período de quarentena, a partir da obrigatoriedade de interrupção de diversas atividades econômicas,é mais do que acertada a decisão da Justiça de determinar que o fundo eleitoral de cerca de R$ 2 bilhões seja destinado ao combate ao coronavírus. Da mesma forma, há de se condenar a iniciativa de alguns segmentos do funcionalismo que insistem em manter – e em alguns casos ampliar – benesses concedidas a partir do aproveitamento das brechas criadas pelas legislações que regulam o serviço público, outorgando direitos adquiridos e vantagens cumulativas que, em muitos casos, garantem benefícios para toda a vida. Tudo, a bem da verdade, mantido com o dinheiro arrecadado da população por meio de impostos e em total dessintonia com a realidade de penuria vivida pela maioria dos brasileiros.

O desinteresse e a omissão de boa parcela da sociedade tornaram férteis a proliferação de ações coorporativas e distantes das soluções dos principais problemas enfrentados pela coletividade. Não há como se admtir que o período de exceção, que ora impõe sacrifícios imensos às famílias que não dispõem de meios formais para manter a subsistência, não exija dos mais afortunados pelo Estado uma justa cota de contribuição.

Há muito os brasileiros vêm pagado por contas que não contraíram, arcando com prejuízos oriundos da incompetência e má fé de governantes e artífices do capital especulativo. Desta feita o despecho precisa e deve ser diferente. Diante dos reflexos gerados pelo momento de crise gerado pela pandemia, que poderá resultar em grande número de demissões em empresas da iniciativa privada e na redução significativa das receitas tributárias provenientes das atividades produtivas, qualquer proposta de aumento nas benesses e remunerações oferecidas no setor público representa uma afronta à população e, por isso, merece ser repudiada.

O custeio das instituições que alicerçam o estado brasileiro já é por demais oneroso diante as imensas necessidades da população, especialmente dos milhões de brasileiros ainda relegados à pobreza extrema. É necessário também cobrar uma colaboração mais efetiva das instituições bancárias, que sempre gozaram de privilégios e pouco retribuíram à sociedade brasileira. Agora, no momento em que os efeitos da crise internacional gerado pelo coronavírus se fazem sentir com mais intensidade no País, é mais do que hora de os bancos contribuírem oferecendo condições viáveis ao financiamento para a retomada da atividade produtiva que, a bem da verdade, será a única forma de se evitar o aprofundamento do processo recessivo em curso.

Humberto Challoub
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