“Tem que correr. Tem que suar. Tem que malhar. Vamos lá… Musculação. Respiração. Ar no pulmão. Vamos lá..”
Muitos que vivenciaram a década de 1980 devem se lembrar da música Estrelar, do cantor e compositor Marcos Valle, que fez sucesso ao abordar a atividade física na década que foi a explosão do culto ao corpo e de mudanças de comportamento que visavam a melhor qualidade de vida.
Deixar de praticar atividades esportivas como andar, correr, pedalar, nadar, fazer ginástica, exercícios com pesos ou jogar bola também é uma das causas da obesidade – que vem causando preocupação mundial – combinado com o excesso na alimentação inadequada e fatores genéticos hereditários.
A obesidade é uma condição que se caracteriza por uma quantidade de gordura acumulada no corpo. Diagnostica-se a obesidade por uma medida de parâmetro populacional chamada Índice de Massa Corporal (IMC). O índice é uma fórmula utilizada para medir a obesidade adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). É o padrão internacional para avaliar o grau da doença.
Encorpado
O sobrepeso e a obesidade ocorrem quando, ao longo do tempo, o corpo ingere mais calorias do que se consome. Entretanto, existem pessoas que aumentam o peso de gordura com mais facilidade que outras. A obesidade também pode ser causada por um desequilíbrio hormonal.
No Brasil, 56,9% das pessoas com mais de 18 anos estão com excesso de peso, ou seja, têm um índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 25. Além disso, 20,8% das pessoas são classificadas como obesas por terem IMC igual ou maior que 30. A obesidade é um fator de risco importante para doenças como hipertensão, diabetes e câncer.
Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), feita pelo IBGE. Não existe fórmula mágica para reverter esse quadro, mas há tratamentos eficazes que ajudam a melhorar essa condição. O mais adequado é aquele feito a longo prazo com a combinação de dieta equilibrada, maior atividade física e mudanças no estilo de vida.
Consequências
A preocupação mundial com esses índices leva em consideração o impacto negativo que uma população obesa traz à saúde pública, pois esse patamar elevado impacta na qualidade de vida das pessoas, com o aumento dos casos de internação e mortalidade da população brasileira.
Quanto maior o peso, mais risco o paciente terá de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e AVC (Acidente Vascular Central). De acordo com médicos especialistas, “pessoas que comem mais, vivem menos”.
Enfim, a chave para o controle de peso é equilibrar o consumo de energia (reeducação alimentar) e fazer atividade física. A música já diz: “tem que correr, tem que suar”. Então, vamos lá!
Celso Évora – interino
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