Celso Evora

Rindo da pandemia

Confira a coluna do jornalista Celso Évora

24 de março de 2020 - 12:00

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Pânico, medo, histeria, apreensão, gozação, ceticismo, máscaras e álcool gel somem das prateleiras. O coronavírus já faz estragos no Brasil. E aqui, diferentemente de muitos lugares do mundo, a coisa funciona de outra forma.

O Ministério da Saúde havia confirmado 621 casos do novo coronavírus no Brasil até sexta (20). E oito mortes confirmadas.

No Brasil, é praxe tripudiarem com situações emergenciais que envolvem saúde pública.

Quem não se lembra da SARS, MERS e do Ebola, doenças que não atingiram ou pouco atingiram a população brasileira, mas que matou muita gente nos países asiáticos, árabes e africanos.

Chacota

Mas em vez de aprendermos com esses países o que de fato eles fizeram para conter essas doenças infectocontagiosas, há muitas pessoas brincando, achando que isso é algo de menor importância, de menor impacto, fazendo gozação em cima de algo que está vitimando pessoas mundo afora e que chegou ao Brasil e não sabemos ainda que dimensão tomará.

Nos últimos 30 anos, os surtos de vírus aumentaram, e doenças que se espalham rapidamente — como o sarampo, rubéola e o coronavírus agora — se tornaram mais comuns.

Com muito mais gente no planeta, a população mundial hoje é de 7,7 bilhões de pessoas, estamos vivendo cada vez mais próximos uns dos outros.

E uma concentração maior de pessoas em espaços menores significa um risco maior de exposição às doenças.

Outra situação é com relação às fake news. Na internet, há uma série de notícias falsas, como lições de higiene pessoal fora dos padrões de saúde, soro imunológico ao coronavírus e até decreto do presidente Jair Bolsonaro de um feriado nacional de sete dias para “resguardar a saúde da população” em meio à pandemia.

Cuidados

O que a gente precisa ter agora é consciência e seguir as normas do Ministério da Saúde e das autoridades públicas visando evitar a propagação da doença, porque se isso se disseminar vai afetar a sua família, seus pais, seus avós, idosos cardíacos, pessoas com doenças respiratórias, enfim, aqueles que estão no grupo de risco mais suscetíveis ao coronavírus.

Um país como a China é capaz de construir um hospital com mil leitos em uma semana. Aqui no Brasil, seria algo inimaginável.

E, como sempre, no Brasil, sobra para os mais desfavorecidos: se a doença avançar não haverá leitos de hospitais suficientes para atender a todos.

Então fica a dica, respeitem os procedimentos de saúde (por sinal, muito bem divulgados), fiquem em casa conforme recomendação oficial e só saiam em casos de urgência, evitem aglomeração e lavem a mãos diariamente.

Com a colaboração de todos, venceremos essa doença e adquiriremos uma experiência para o resto da vida!