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23 DE JANEIRO DE 2026

Santos, presente e futuro

Humberto Challoub

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No momento em que completa 480 anos de fundação, Santos enfrenta importantes desafios para conciliar a expansão das atividades econômicas sem deixar de oferecer qualidade de vida a todas as camadas da população.

Vivendo a expectativa de materialização de grandes investimentos de infraestrutura e de mobilidade urbana, a Cidade já tem sentido os impactos gerados pela expansão imobiliária e pelo crescimento da movimentação turística. A essa realidade se somam-se as atividades portuárias crescentes, que ainda se constitui no principal alicerce da economia local.

Se, por um lado, a possibilidade de geração de riqueza entusiasma setores da economia, por outro traz consequências que se refletem em impactos já sentidos, como no trânsito de veículos, elevação das temperaturas no meio urbano, sobrecargas nos sistemas de fornecimento de água e coleta de esgoto e, sobretudo, no aumento dos índices de criminalidade e de degradação social.

Assim, conciliar crescimento preservando o meio ambiente e a qualidade de vida dos santistas é uma tarefa que se impõe ao setor empresarial e à Administração Municipal, responsável pelo planejamento e adoção de políticas sociais eficientes e humanizadas.

Da mesma forma, a integração com os municípios que compõem a Região Metropolitana da Baixada Santista se revela um processo irreversível e necessário para que favoreça a implementação de projetos comuns.

Santos, portanto, não pode renunciar seu protagonismo e a ambição de superar desafios em busca de melhorias para seus habitantes, identificando ações transformadoras, seus principais agentes, personagens e as perspectivas que se vislumbram para o futuro, com base na história e quadro atual das oportunidades oferecidas.

A cidade vanguardista que à Pátria ensinou a caridade e a liberdade deve dar exemplos contínuos de que a boa vontade de seus cidadãos e a união de esforços são vigorosos instrumentos a serviço de um bem maior e, sobretudo, ajudam a construir uma sociedade cada vez melhor.

O momento é de reconhecer e superar fragilidades para deixar um legado de valor inestimável às futuras gerações.

O município que assistiu, nas últimas décadas, a deterioração de setores importantes, limitando a expansão de atividades e acelerando a degradação física de áreas comerciais tradicionais, como as localizadas no Centro e em bairros turísticos, como o Gonzaga, deve tomar como exemplo os erros cometidos no passado, para que não sejam mais repetidos.

É hora de estimular ações voltadas a recuperar a pujança de uma Cidade que merece manter o protagonismo, no presente e no futuro.

 

Humberto Challoub é jornalista, diretor de redação do jornal Boqnews e do Grupo Enfoque de Comunicação

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