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Vinicius Carlos Vieira

Saiu da faculdade de jornalismo e descobriu que não sabia fazer mais nada a não ser escrever sobre cinema. Resolveu virar crítico. Hoje, é editor e crítico do site Cinema Aqui (@cinemaqui), além de ser produtor do Nerd Cine Fest. No twitter pode ser encontrada no @vinicvieira

Sepultura Endurance

Documentário sobre a banda brasileira mostra sua importância no cenário internacional. Confira a crítica.

21 de junho de 2017 - 17:26

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Endurance em português pode ser traduzido em algo como “persistência”, mas talvez seu real significado passe pela ideia de perdurar, nunca desistir. E o documentário Sepultura Endurance é sobre isso: sempre permanecer firme em seu caminho.

Saídos de Belo Horizonte no meio dos anos 80 e tendo se tornado uma das mais influentes, celebradas e importantes bandas do planeta, o Sepultura ganha então um documentário que tenta entender exatamente isso.

Dirigido por Otávio Juliano, Endurance começa pensando nisso, colocando outras lendas como Lars Ulrich (Metallica), Phil Anselmo (Pantera) e Corey Taylor (Slipknot) declarando tanto uma admiração, quanto essa influência no mundo do rock mais pesado. E em menos de cinco minutos essa importância está tão formada, que o resto do filme tem uma quantidade enorme de possibilidades.

Habilmente, Juliano firma sua câmera bem no meio desses quatro músicos, primeiro acompanhando-os na primeira tour na América do Norte em anos, depois de vários períodos atribulados com saídas de componentes, mudanças de gravadora e mais um monte de problemas. E ali, olho no olho com seus personagens, humanizando-os até o último olhar, o diretor conquista todos.

De modo firme, Endurance se sente confortável para dar um passo para trás e ir em busca da história do Sepultura. Voltando para Belo Horizonte para encontrar antigos amigos, imagens de arquivo e uma vontade de tentar fazer com que todos no cinema vivam essa vida com eles.

Sepultura Endurance tem um começo robusto e ágil, dá lugar a uma forma mais comum e linear, mas mais do que isso é um documentário que tem a força suficiente para não ter medo de desviar o olhar de momentos sensíveis como a saída do baterista Jean Dolabella e muito menos de fugir ou ser refém de toda polêmica envolvendo tanto Igor, quanto Max Cavallera.

Mas mais do que isso, usa isso para dar uma razão ainda maior para o “endurance” do título, já que, independente do que aconteça, o Sepultura é isso: uma banda que não deixa que nada a faça desistir. Ainda que, ao mesmo tempo, essa persistência seja um reflexo da humanidade com que o Sepultura vive, que mudou a história da música, mas continua lá, discutindo seu almoço durante a gravação do novo disco.

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