Polarização entre Bolsonaro e Lula marca campanha presidencial | Boqnews
Foto: Divulgação/Agência Brasil

Eleições 2022

19 DE AGOSTO DE 2022

Polarização entre Bolsonaro e Lula marca campanha presidencial

Campanha começa com forte polarização entre dois candidatos que estão disparando nas pesqisas eleitorais

Por: João Pedro Bezerra

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Nesta semana começou a campanha para as eleições de 2022. Desde a última terça-feira (16), os candidatos estão autorizados a pedirem votos nas ruas e nas mídias sociais. No horário eleitoral gratuito de rádio e TV inicia na sexta (26).

A disputa pela Presidência da República já está mobilizando o País. A polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT) promete agitar a campanha e as discussões políticas. Os dois candidatos estão com uma larga vantagem para os demais concorrentes, em todas as pesquisas já divulgadas, com o ex-presidente Lula (PT) na frente em todas.

Ao todo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu o registro de 12 candidaturas. São elas: Ciro Gomes (PDT), Eymael (DC), Felipe D’Avila (NOVO), Jair Bolsonaro (PL), Léo Péricles (UP), Lula (PT), Pablo Marçal (PROS), Roberto Jefferson (PTB), Simone Tebet (MDB), Sofia Manzano (PCB), Soraya Thronicke (UNIÃO) e Vera (PSTU). (detalhes no quadro).

Vale destacar que a candidatura de Pablo Marçal sofre um impasse, já que uma ala do partido apoia Lula e revogou a decisão do empresário ser candidato, inclusive no site do TSE aparece que o PROS está em uma coligação com a chapa do ex-presidente. Contudo, Marçal garante que é candidato e enfatiza que sua candidatura já foi registrada no Tribunal. Assim, como em 2018, as eleições para o Palácio do Planalto contam com um número elevado de candidatos, mas um a menos que na ocasião. O cientista político Rafael Moreira explica que existem dois motivos para este cenário. O primeiro é a quantidade expressiva de siglas no sistema partidário, permitindo que várias candidaturas sejam lançadas à Presidência, mesmo com dois nomes despontando. “Isso faz parte do jogo democrático.

É importante que outras candidaturas se apresentem, pois só assim podemos fortalecer o processo eleitoral”, explicou.

Rafael Moreira cita que as estratégias eleitorais são o segundo motivo para o número de candidatos.

“A partir do momento que o partido lança uma candidatura para a Presidência da República, coloca em evidência a sigla para eleições futuras e estimula a construção de bancadas no Legislativo”, enfatizou.

Panorama

O cientista político Fernando Chagas avalia que a eleição presidencial brasileira sempre teve uma clara divisão entre esquerda e direita, desde a redemocratizacao do País, com uma disputa acirrada entre PT e PSDB. Todavia, a batalha pela Presidência da República a partir de 2018 passou para um acirramento desmedido entre a extrema direita e a centro esquerda, caracterizada pela figura do atual Presidente Jair Bolsonaro e o PT, comandado pelo seu maior líder, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Essa polarização eleitoral não permite o surgimento de uma denominada ‘terceira via’, porque Bolsonaro e Lula são dois líderes populistas, que se comunicam muito bem com cada lado do eleitorado brasileiro, sempre apresentando soluções simples para questões complexas, mas convencendo a maioria do povo, falando uma linguagem fácil e direta com as pessoas”, destacou.

Tensão

A polarização política no Brasil traz uma série de riscos, como atos e discursos violentos. Inclusive muitas pessoas não se posicionam politicamente com medo de retaliações.

A expectativa é que a campanha seja tensa, com ataques dos dois lados. Questionado sobre este cenário, Chagas cita que a disputa eleitoral pela Presidência da República vem tendo um acirramento gradativo no decorrer dos anos, alcançado níveis exagerados de agressão no pleito de 2018, quando rompeu os limites da civilidade e da ética, com ataques violentos entre os adversários e principalmente com a divulgação de notícias falsas nas redes sociais.

“Na atual eleição presidencial, certamente a disputa será extremamente violenta, pois a tendência desse pleito caminhar para uma guerra sangrenta jamais vista em eleições anteriores, inclusive envolvendo temas religiosos, recheados de preconceitos, que pode desaguar numa batalha inimaginável até então”, crê.

Propaganda eleitoral

O TSE divulgou na última quinta (18), o tempo dos candidatos no horário eleitoral gratuito na TV e rádio. A propaganda começa na próxima sexta-feira (26) e segue até o dia 29 de setembro. O tempo de cada partido é estabelecido de acordo com a proporcionalidade no Legislativo. Assim, a divisão ficou na seguinte ordem: Lula (3 min e 39 seg), Bolsonaro (2 min e 28 seg), Simone Tebet (2 min e 20 seg), Soraya Thronicke (2 min e 10 seg), Ciro Gomes (52 seg), Roberto Jefferson (25 seg) e Felipe D’Avila (22 seg). Os outros candidatos não terão tempo, pois as legendas não atingiram o percentual mínimo conforme a legislação.

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