Reforma tributária deve ser prioridade do governo Lula, enfatiza Mourão | Boqnews
Deputado federal eleito Alberto Mourão. Foto: Carla Nascimento

Política

24 DE JANEIRO DE 2023

Reforma tributária deve ser prioridade do governo Lula, enfatiza Mourão

Em sua terceira passagem como deputado, Alberto Mourão (MDB), defende o reequilíbrio do pacto federativo entre municípios, estados e União

Por: Fernando De Maria

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Na contagem regressiva para tomar posse na próxima quarta (1), o deputado federal eleito Alberto Mourão (MDB) aponta que a reforma tributária é fundamental para equilibrar o pacto federativo envolvendo União, estados e municípios.

Prefeito por cinco mandatos no município de Praia Grande, no litoral sul paulista, Mourão defende a necessidade de redistribuição de percentuais nas alíquotas dos impostos.

“Os municípios são os mais fracos neste elo”, salientou.

“Eles precisam ser fortalecidos”, enfatizou.

Assim, o parlamentar eleito lembra  que o cidadão busca nos municípios os serviços necessários nas mais variadas áreas, como Saúde e Educação, por exemplo.

Mourão participou do Jornal Enfoque desta terça (24).

Dessa forma, o parlamentar enfatiza a importância da reforma tributária sair logo no início do governo Lula.

“Se não sair, não destrava a economia brasileira”, enfatiza.

Indagado sobre municípios que não têm condições de se manter sem verbas federais e estaduais, ele salientou que a reforma deve contemplar e apontar a responsabilidade fiscal de cada agente público na gestão de todas as esferas.

“Não dá para fazer populismo como ocorre em algumas cidades. Não vamos pensar que não há capacidade de arrecadação, mas incapacidade administrativa”.

O ministro da Economia, Fernando Haddad, já afirmou que pretende apresentar o projeto da reforma ao Congresso em abril.

Haddad já teria se encontrado com Arthur Lira, atual presidente da Câmara dos Deputados.

Não bastasse,  deve ser reeleito na próxima quarta (1), quando começam as atividades do novo Congresso.

E a avaliação foi positiva, como disse à Imprensa o novo líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu.

Prefeito por cinco mandatos em Praia Grande, Alberto Mourão falou da sua expectativa ao retornar ao Congresso Nacional pela terceira vez durante o Jornal Enfoque. Foto: Carla Nascimento

Outro cenário

O parlamentar, que volta ao Congresso Nacional após duas passagens (1999-2000 e 2011-2015), sabe que encontrará uma Câmara com perfil bem diferente dos momentos anteriores.

Os ataques aos prédios dos três poderes uma semana após a posse do presidente Lula representam uma trégua ao governo, mas por pouco tempo, avalia o experiente político.

“Há um luto temporário da oposição. Este namoro vai passar e as brigas virão”, antecipa.

“O Centro não tem voz, mas tem voto”, salienta o parlamentar, reconhecendo ser um político “de centro, com visão social”.

Conforme ele, os radicais de direita e esquerda vão representar cerca de 100 a 110 parlamentares no Congresso, dentro do total de 513 cadeiras.

“Os radicais vão trabalhar as suas pautas, mas os outros é que irão tocar o dia a dia”.

Assim, a partir desta quarta, o deputado eleito já segue para Brasília para acompanhar as movimentações políticas antes da posse.

Inclusive as escolhas dos nomes que irão compor as comissões no Congresso.

Se houver oportunidade, duas comissões têm sua preferência para integrar as discussões: Orçamento e Transportes.

Governo Lula

No MDB, Mourão integra a base aliada de apoio ao governo Lula, mas tem visão crítica em alguns aspectos.

Portanto, caso do papel do BNDES, que deve estar atrelado à geração de empregos no Brasil.

Por sua vez, o tema ganhou repercussão com o anúncio feito pelo presidente Lula no início da semana de que o banco público irá financiar o gasoduto de Vaca Muerta, na Argentina, após encontro com o presidente do país vizinho, Alberto Fernández.

“Não dá para fazer negócio sem a geração de empregos no Brasil”, enfatizou.

Assim, seu partido indicou três nomes no governo federal: Simone Tebet (Planejamento), Renan Filho (Transportes) e Jader Filho (Cidades).

Além disso, no programa, Mourão falou também o projeto Andaraguá, que há 18 anos aguarda aprovação definitiva, a provável reeleição de Arthur Lyra à presidência da Câmara, entre outros temas.

Programa completo

Confira o programa completo

 

 

 

 

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