Críticas e pressão em cima de Neymar: fatores que podem levá-lo ao Exterior | Boqnews
5 de outubro de 2012

Críticas e pressão em cima de Neymar: fatores que podem levá-lo ao Exterior

Nos últimos dias, Neymar tem vivido uma espécie de “inferno astral”.  As situações não têm dado muito certo para o jovem craque do Peixe dentro das quatro linhas. Ele continua sendo o destaque de sempre, e, em quase todos os jogos, acaba levando à equipe, literalmente, nas costas. Uma implicância vinda das arquibancadas adversárias e dos juízes têm incomodado o torcedor santista. E aí ecoa cada vez mais a questão: Neymar deveria ou não sair do Brasil? Já chegou a hora?
O jovem do moicano renovou seu contrato com o Santos FC este ano, elevando sua multa recisória (passa de 70 milhões de euros), mas diminuiu o tempo de vigência (era até fevereiro de 2015, agora vai até o término da Copa do Mundo de 2014). Mesmo com  esses fatores e as constantes afirmações vindas do jogador e do seu estafe, os últimos atos também têm deixado o atleta chateado. Mas, pelo que parece, não deverá mudar a sua opinião.
Tudo começou no último dia 7 de setembro, no trágico amistoso da seleção brasileira diante da África do Sul, no estádio do Morumbi, em São Paulo. A torcida, que lotou as arquibancadas, mostrou o seu lado crítico e já aos 5 minutos de jogo começou a vaiar a seleção – e principalmente, Neymar. Cada vez que o atacante pegava na bola, as vaias ecoavam no estádio. O estopim foi quando o atacante errou um gol cara a cara com o arqueiro sulafricano. A perseguição foi até o final do jogo, o que irritou o jovem atleta. 
No jogo seguinte pelo selecionado, o cenário foi diferente: os pernambucanos lotaram o Arruda, o Brasil goleou a China por 8 a 0 e Neymar fez três gols. Mesmo assim, as cornetas ainda soavam.
Pouco depois, um caso curioso. O Peixe foi até Curitiba, enfrentar a equipe da casa pelo Campeonato Brasileiro. O estádio Couto Pereira recebia mais de 15 mil torcedores que vaiavam e xingavam de forma intensa cada vez que o camisa 11 pegava na bola.  O fato chamou a atenção, pois fugia do que era visto em confrontos entre clubes. Neymar teve um primeiro tempo apagado, mas, no segundo, resolveu o jogo, marcando os dois gols da vitória e virada do Peixe. 
Na comemoração, correu em direção à torcida do Santos FC com os dois braços abertos e uma expressão “e agora?”. O árbitro da partida,Ronan Marques da Rosa (SC), lhe deu cartão amarelo por isso. Ninguém entendeu. Era o terceiro do jogador, que ficou suspenso da partida seguinte, contra a Portuguesa. De casa, viu seu time ser derrotado por 3 a 1.
Neste meio tempo, veio o primeiro jogo do Superclássico das Américas contra a Argentina, em Goiânia. Os torcedores locais apoiaram a seleção, que saiu perdendo. Em uma assistência de Neymar, o time empatou e caminhava para a igualdade até o jovem fazer o gol da virada, de pênalti, aos 47 do segundo tempo.
Veio o título da Recopa Sulamericana. Neymar jogou bem, mas perdeu um pênalti em cada partida – nada que apagasse seu brilho. Mas, o capítulo mais triste desta história recente seria escrito no Olímpico, em Porto Alegre.
Em uma atuação que irritou os santistas, o árbitro pernambucano Nielsen Nogueira Dias expulsou o craque em uma dividida com o ex-santista Pará. As reclamações vieram de todos os lados. Muitos diziam que os juízes querem aparecer em cima do craque. Até o técnico Muricy Ramalho, que antes defendia a parmanência do jogador, fez um desabafo após o jogo:   “O Neymar toma porrada o tempo todo e o árbitro não faz nada. Desse jeito o moleque tem que ir embora do País. Quando me perguntarem, vou falar que tem que ir embora”.
Mano Menezes, Ronaldo Fenômeno e outros jogadores já disseram o mesmo. E agora: será a hora de dar tchau?

Da Redação
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