O Santos Futebol Clube analisa intensificar as contratações nos próximos dias. A diretoria entende que o elenco ainda precisa de ajustes para suportar a sequência pesada de jogos e evitar que o calendário prejudique os objetivos esportivos em 2026. Dirigentes e o departamento de futebol defendem reforços pontuais, principalmente para o meio-campo, pontas e, possivelmente, a lateral esquerda.
O clube discute a contratação de um volante mais combativo, com perfil “de pulmão”. A avaliação interna aponta que o setor precisa de maior intensidade defensiva para enfrentar o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana. Apesar de Willian Arão, Zé Rafael e João Schmidt serem opções consolidadas, a diretoria acredita que o nível de competitividade ainda pode subir, pensando no médio e longo prazo.
No ataque, a chegada de Rony não encerra o debate sobre reforços. Ele substitui Guilherme e assume a titularidade, mas o clube ainda busca outro ponta para ampliar a concorrência e oferecer alternativas táticas. Na estreia pelo Brasileirão, contra a Chapecoense, o técnico Juan Pablo Vojvoda escalou Gustavo Caballero, que teve atuação abaixo do esperado e perdeu espaço na disputa por uma vaga entre os titulares.
Lateral esquerda em análise
A lateral esquerda preocupa a diretoria. Com a saída de Souza e a queda de rendimento de Escobar, Vini Lira, jovem da base, assumiu a posição. Apesar de bem avaliado, os dirigentes acreditam que um lateral experiente poderia dividir responsabilidades e evitar que o jogador carregue precocemente a titularidade. A defesa central, por outro lado, não deve receber reforços, já que apresenta equilíbrio.
Início irregular acende alerta
O começo de temporada preocupa o clube. O Santos ocupa posição fora da zona de classificação no Campeonato Paulista e estreou no Brasileirão com derrota de 4 a 2 para a Chapecoense. A avaliação interna aponta bons momentos ofensivos, mas falhas defensivas continuam pesando nos resultados.
O clube quer evitar repetir a eliminação precoce na Copa do Brasil do ano passado, quando caiu para o CRB logo na estreia. A percepção interna indica que um elenco mais robusto se torna essencial para enfrentar o calendário sem comprometer metas.
Planejamento e responsabilidade
Com Marcelo Teixeira à frente da gestão e Alexandre Mattos no futebol, o Santos busca equilibrar responsabilidade financeira e necessidade esportiva. Nas próximas semanas, a diretoria decidirá se reforça o elenco ou aposta na recuperação técnica dos jogadores atuais.
Enquanto isso, a comissão técnica ajusta o sistema defensivo e trabalha para dar estabilidade ao time. O clube precisa agir com cautela e agilidade para que o início irregular não se transforme em um problema estrutural ao longo da temporada.
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