Anima Mundi agita vida cultural paulistana e carioca
Encantar o público adulto e infantil durante as mais de 500
sessões, essa é uma das pretensões dos 448 filmes selecionados – 80
brasileiros entre eles – para o 20º Festival Internacional de Animação
do Brasil, o Anima Mundi 2012, que ocorre no Rio de Janeiro e São Paulo,
entre os dias 13 e 29 de julho.
Neste ano, a novidade é que as animações irão concorrer a uma indicação
ao Oscar, prêmio mais importante do cinema mundial, oferecido pela
Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos,
marcando a entrada do Anima Mundi no restrito grupo de festivais
habilitados a indicar filmes para a premiação de Hollywood.
Os curtas brasileiros candidatos à indicação são Cafeka, de Natalia Cristine; Destimação, de Ricardo De Podestá; Linear, de Amir Admoni; Mentiras São Contadas em Julho, de Rogério Vilela; Neomorphus, do estúdio Animatorio; O Acaso e a Borboleta, de Fernanda Correa e Tiago Américo; O grande Evento, de Thomas Larson; O guitarrista no Telhado, de Guto Bozzetti; Realejo de Marcus Vasconcelos; e Valquíria, de Luiz Henrique Marques Gonçalves.
De acordo com o diretor do Anima Mundi, César Coelho, o filme vencedor
da mostra entrará para a lista de indicados ao Oscar como animação de
curta-metragem do próximo ano. Por isso, os concorrentes ao prêmio terão
atenção especial durante o Anima Mundi. “Serão quatro sessões apenas
dedicadas ao Oscar”, diz.
Entretanto, explica que o Anima Mundi também conta com uma extensa e
variada programação. “Tem para todos os gostos, filmes para crianças e
adultos, documentários animados, comerciais, longas metragens…”,
descreveu César Coelho.
Além do Brasil, foram recebidas inscrições da França, Alemanha, Japão,
Polônia, Portugal, Estados Unidos, Suíça, Dinamarca, República Tcheca,
Síria e Tunísia. Entre os convidados internacionais, estão a diretora
inglesa Sarah Cox, que falará sobre o filme que produziu com centenas de
crianças do mundo inteiro.“A história do filme todo foi bolada por
crianças. Um trabalho lindíssimo”, diz Coelho.
Por outro lado, o nova-iorquino Adam Pesapane, conhecido por Pes, traz
aulas de culinária usando objetos do cotidiano como, por exemplo,
varetas no lugar de macarrão. “São, todos, objetos que você não imagina
que se transformariam em alimentos”. Roger Horrocks, biógrafo de Len
Lye, um artista neozelandês morto em 1980, fará uma retrospectiva sobre
seus trabalhos, que são referências na animação experimental.
Haverá também palestras de dois brasileiros: Rodrigo Teixeira, que
trabalha na indústria cinematográfica norte-americana, e Marcelo Marão,
outra referência na animação brasileira atual. Teixeira é diretor de
efeitos visuais, principalmente, animação 3D estereoscópica. Seu nome
está no letreiro de A invenção de Hugo Cabret, dirigido por
Martin Scorsese. Já Marão, segundo Coelho, “tem um trabalho muito forte
na parte de animação autoral e na parte de organização dos animadores,
como associação”.
No Rio de Janeiro, o Festival Anima Mundi ocorre entre os dias 13 a 22
deste mês, no Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural Correios,
Casa França-Brasil, Oi Futuro Flamengo, Odeon, Itaú Arteplex e Oi
Futuro Ipanema. Depois, segue para São Paulo, com atividades de 25 a 29
deste mês, no Centro Cultural Banco do Brasil e Memorial da América
Latina. A entrada é gratuita e os horários das sessões estão no site www.animamundi.com.br.