Céu enfeitado | Boqnews
Céu enfeitado

A milenar arte chinesa de se empinar pipas já foi mais procurada pela garotada do que atualmente. No entanto, é impossível caminhar na praia sem atentar e se maravilhar com aqueles objetos voando, comandados por crianças e, muitas vezes, marmanjos que, ao ensinar a arte aos filhos, divertem-se relembrando os tempos de infância.



Preparar a pipa (ou papagaio) para ser solto não é das tarefas mais complicadas, como explica o pipeiro Max Cardoso. Engenheiro de formação, o carioca tem história no que diz respeito à área, já que venceu o último Campeonato Mundial de Pipas e embarca neste mês para a Índia, onde defenderá o título. Há 22 anos no meio, Max mantém uma página na internet onde dá dicas sobre as melhores formas de se montar uma pipa, pincela sobre a história da mesma e mostra fotos de convenções internacionais e das oficinas que realiza para a criançada.

Para a confecção da pipa que o próprio classifica como “brasileira, tradicional”, são necessárias, basicamente, três varetas de bambu (duas com 32 cm e uma com 40 cm); uma folha de papel de seda colorido; um carretel de linha número 10; cola plástica branca; régua, caneta; tesoura sem ponta e uma lata para que a linha possa ser fixada.

É importante também, segundo Max, que se adquiram linhas de poliéster, classificadas nos números 30 ou 50, para se prender as varetas na pipa. “Muita gente usa a linha do carretel normal para fixar as varetas, até para poupar trabalho, mas esquece que essa corda é muito fina e não garante sustentabilidade”, destaca.

Curiosamente, embora esse tipo de pipa seja o mais comum no País, não é o que ocorre ao redor do mundo. Com a experiência de quem já esteve em diversos lugares envolvido com o trabalho, o pipeiro revela que, além do Brasil, apenas a Coréia do Sul e a Índia têm o papagaio dito tradicional (ou de uma linha) como padrão. Nos demais lugares, como Europa, Estados Unidos e Austrália, é mais freqüente a aparição de pipas com mais linhas, permitindo mais malabarismos, e até mesmo as chamadas Revolutions, que conseguem voar em todas as direções e girar em seu próprio eixo.

Cerol

Mas sempre que se fala de pipa, vem à tona o aviso de se evitar o uso de cerol, uma mistura de pó de vidro com cola de madeira. Sua utilização ocorre principalmente quando se deseja “cortar” a linha que sustenta o papagaio no ar, seja por competição ou por brincadeira. No entanto, com cidades cada vez mais cheias e praias lotadas, as linhas com cerol agem quase que como uma navalha na pele de pessoas, especialmente com motociclistas, podendo causar ferimentos graves e, em muitos casos, até matar. Desde 2006, a Lei Estadual 12.192,  pune com multa a utilização de papagaios com a mistura.

Outra recomendação é a de se evitar o empino de pipas em locais com fiação elétrica, principalmente se o mesmo ficar enroscado nos fios. O risco de choque é elevado, devido à facilidade do material do qual a pipa é produzida em conduzir correntes elétricas.
Em caso de acidente, a vítima pode vir a morrer e, dependendo da carga, pode-se ainda ocorrer a interrupção da emissão de energia para diversas residências abastecidas por aquela rede.

9 de janeiro de 2009

Céu enfeitado

A milenar arte chinesa de se empinar pipas já foi mais procurada pela garotada do que atualmente. No entanto, é impossível caminhar na praia sem atentar e se maravilhar com aqueles objetos voando, comandados por crianças e, muitas vezes, marmanjos que, ao ensinar a arte aos filhos, divertem-se relembrando os tempos de infância.



Preparar a pipa (ou papagaio) para ser solto não é das tarefas mais complicadas, como explica o pipeiro Max Cardoso. Engenheiro de formação, o carioca tem história no que diz respeito à área, já que venceu o último Campeonato Mundial de Pipas e embarca neste mês para a Índia, onde defenderá o título. Há 22 anos no meio, Max mantém uma página na internet onde dá dicas sobre as melhores formas de se montar uma pipa, pincela sobre a história da mesma e mostra fotos de convenções internacionais e das oficinas que realiza para a criançada.

Para a confecção da pipa que o próprio classifica como “brasileira, tradicional”, são necessárias, basicamente, três varetas de bambu (duas com 32 cm e uma com 40 cm); uma folha de papel de seda colorido; um carretel de linha número 10; cola plástica branca; régua, caneta; tesoura sem ponta e uma lata para que a linha possa ser fixada.

É importante também, segundo Max, que se adquiram linhas de poliéster, classificadas nos números 30 ou 50, para se prender as varetas na pipa. “Muita gente usa a linha do carretel normal para fixar as varetas, até para poupar trabalho, mas esquece que essa corda é muito fina e não garante sustentabilidade”, destaca.

Curiosamente, embora esse tipo de pipa seja o mais comum no País, não é o que ocorre ao redor do mundo. Com a experiência de quem já esteve em diversos lugares envolvido com o trabalho, o pipeiro revela que, além do Brasil, apenas a Coréia do Sul e a Índia têm o papagaio dito tradicional (ou de uma linha) como padrão. Nos demais lugares, como Europa, Estados Unidos e Austrália, é mais freqüente a aparição de pipas com mais linhas, permitindo mais malabarismos, e até mesmo as chamadas Revolutions, que conseguem voar em todas as direções e girar em seu próprio eixo.

Cerol

Mas sempre que se fala de pipa, vem à tona o aviso de se evitar o uso de cerol, uma mistura de pó de vidro com cola de madeira. Sua utilização ocorre principalmente quando se deseja “cortar” a linha que sustenta o papagaio no ar, seja por competição ou por brincadeira. No entanto, com cidades cada vez mais cheias e praias lotadas, as linhas com cerol agem quase que como uma navalha na pele de pessoas, especialmente com motociclistas, podendo causar ferimentos graves e, em muitos casos, até matar. Desde 2006, a Lei Estadual 12.192,  pune com multa a utilização de papagaios com a mistura.

Outra recomendação é a de se evitar o empino de pipas em locais com fiação elétrica, principalmente se o mesmo ficar enroscado nos fios. O risco de choque é elevado, devido à facilidade do material do qual a pipa é produzida em conduzir correntes elétricas.
Em caso de acidente, a vítima pode vir a morrer e, dependendo da carga, pode-se ainda ocorrer a interrupção da emissão de energia para diversas residências abastecidas por aquela rede.

Da Redação
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