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Dia dos namorados

Manter a chama da paixão é um desafio constante para os namorados

Conservar o interesse no (a) parceiro (a) ajuda na continuidade do relacionamento, onde as conquistas devem ser divididas e não subtraídas com prejuízo para uma das partes da relação

12 de junho de 2017 - 03:54

Da Redação

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Para alguns, o Dia dos Namorados é o momento certo para surpreender o (a) parceiro (a). Para outros, a data serve de alicerce para a tão necessária reflexão acerca da relação a dois.

Muitos casais namoram durante cinco, dez, quinze anos… Enquanto alguns casam, outros se separam e uns reatam. Entre os que caminharam para o altar, existe aquela parcela que opta pelo divórcio. Parafraseando o escritor Arnaldo Jabor: “na vida e no amor não temos garantias”.

Entre idas e vindas, questionamentos surgem: é possível manter a chama acesa depois de tantos anos juntos? Como fazer com que o relacionamento tenha um futuro próspero?

A psicóloga e sexóloga Marcia Atik explica que no começo da relação, principalmente, os encontros são movidos pela curiosidade, vontade de estar junto e também pela falta do outro, por isso é importante fazer com que este desejo sempre esteja presente.

“O importante é manter o outro vivo. Mas como? Sabendo que nós dois somos um? Não, pelo contrário! Se separando”, salienta. “Separar não significa distanciar, mas sim dar um espaço para que cada um tenha sua própria vida e também para que nos momentos de encontro tenhamos aquilo que vai se perdendo em uma intimidade excessiva”.

Marcia também ressalta o cuidado quanto ao ciúme, que faz parte da realidade de muitos casais, todavia pode ser tóxico. “Ciúme, na verdade, é um sentimento muito dúbio. Na maioria das vezes ele é uma máscara mais leve para a posse, mas ninguém é dono de ninguém, por mais que se ame, se deseje e queira construir uma história em comum”, explica.

“Essa história só terá valor se forem duas pessoas com as suas histórias, circunstâncias, com os sonhos que não necessariamente são os mesmos sempre”, enfatiza a profissional.

Os grandes riscos dos namoros, segundo análise da psicóloga, é a tendência do casal se tornar apenas um. “Para que isso aconteça alguém se anula… e se alguém se anula não há uma relação saudável”, ressalta.

 

Carol e Caio

Carolina Andrade e Caio Schneider estão juntos há sete anos. Ele, estudante de Medicina, e ela, de Biologia e Medicina Veterinária, encontram, entre livros, tempo para não deixar o romantismo acabar. Os planos são muitos: depois de formados, casar, ter o próprio lar e muitos cachorros!

Para Carolina, existem alguns detalhes que fazem toda diferença em uma relação, como esquecer e resolver problemas passados, incentivar e ficar feliz pelo crescimento pessoal e profissional do outro e não perder as sutilezas características de um relacionamento novo.

“Todo dia 26, que é quando ficamos pela primeira vez, sempre comemoramos em algum lugar que gostamos”, conta.

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