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Mostra Engenho & Arte tem última semana em Praia Grande

Quem ainda não conferiu a mostra Engenho & Arte, que apresenta parte do acervo da Pinacoteca do Estado de São…

07 de julho de 2009 - 11:52

Da Redação

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Quem ainda não conferiu a mostra Engenho & Arte, que apresenta parte do acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, tem até o próximo sábado (11) para ver de perto obras de artistas consagrados, como Debret, Lasar Segall, Lívio Abramo e outros. Composta por 73 gravuras datadas desde o século 19 até os dias atuais, a exposição é gratuita e pode ser vista de terça-feira a sábado, das 14 às 18 horas, na Galeria Nilton Zanotti, Palácio das Artes (Avenida Presidente Costa e Silva, nº 1.600). Outras informações pelo telefone 3496-5709.


A mostra é resultado de uma parceria entre Secretaria de Estado da Cultura, Pinacoteca do Estado, SISEM (Sistema Estadual de Museus), ACAM Portinari (Associação Cultural de Amigos do Museu Casa de Portinari) e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur).


Com curadoria de Carlos Martins, a exposição apresenta-se em dois segmentos: o primeiro de gravuras do século XIX, em sua maioria produzidas na Europa, documentação e registros visuais sobre uma jovem nação que se tornava presente no cenário mundial: O Brasil. O outro aborda a gravura enquanto forma de expressão artística, que se fez presente no País a partir dos movimentos modernistas e no decorrer de todo o século XX.


“As obras selecionadas contemplam as mais diversas técnicas”, ressalta Martins. “Das tradicionais, praticadas desde o Renascimento, como a xilogravura e os diferentes procedimentos da gravura em metal, às mais recentes, como a litografia e a serigrafia, que vieram possibilitar edições em grande escala”.


Passo a Passo


Entre as gravuras mais antigas em exposição está um mapa cartográfico do Chile e Paraguai, datado de 1733. Já o início do século 19 traz as primeiras impressões e divulgações de registros visuais sobre o Brasil, retratado por artistas então pertencentes à Academia Imperial de Belas Artes. É possível apreciar obras de Rugendas, Chamberlain, Debret e Ender, entre outros. Destaque para três gravuras de D.Pedro I, feitas a partir litografia, buril e xilogravura.


Chegando ao século 20, os pioneiros se fazem presentes nas obras de Carlos Oswald, Lasar Segall, Oswaldo Goeldi e Lívio Abramo, representando as duas grandes vertentes da arte ao longo do século XX – a figuração e a abstração. A Arte Pop e a Nova Figuração chegam através das mãos de Cláudio Tozzi, Rubens Gerchman, João Câmara e Roberto Magalhães, entre outros.


As manifestações da arte abstrata no Brasil (1940), são responsáveis por propostas inovadoras, atraindo o interesse de artistas como Edith Behring e Fayga Ostrower. A contribuição de Iberê Camargo é marcante. Em São Paulo, Tomie Ohtake explora as relações gravura/pintura. Maria Bonomi e Arthur Luiz Piza contribuem com formas mais definidas.


Fazendo um contraponto ao informalismo, o Construtivismo se revela a partir dos anos 1950 nos trabalhos de Almir Mavingner e Irene Buarque. Ivan Serpa e Dionísio Del Santo apresentam intrincado jogo de linhas e formas.

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