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Saiba como agir com os pets durante a quarentena

Médico veterinário esclarece as principais dúvidas sobre passeios e higiene dos animais de estimação durante o período de isolamento

13 de abril de 2020 - 15:52

Da Redação

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Acostumados com passeios diários, muitos animaizinhos de estimação também tiveram sua rotina mudada, como consequências do isolamento social.

Mas, será que os animais também estão sob risco de contrair o Covid-19?

Para orientar e esclarecer dúvidas em como proceder neste cenário de coronavírus, o médico veterinário da Coordenadoria da Vida Animal (Codevida), Murilo Penteado Del Grande, respondeu algumas questões.

Os pets correm risco de contaminação ou transmissão do Covid-19?

O Covid-19 não se manifesta em animais, ele acomete somente seres humanos, não há risco de contaminação e nem de transmissão por meio dos animais.

Algumas pessoas ficaram confusas ao perceber que, no calendário de vacinas de animais, existe uma que combate coronavírus, mas é importante dizer que é outro tipo de vírus, diferente do Covid-19.

Saiba mais sobre coronavírus animal nesta reportagem do Mundo dos Pets.

Por que, então, devemos ter cuidados com a saída dos animais de casa?

Há risco porque não podemos garantir que os animais não tenham contato com alguma secreção humana, de pessoa contaminada, e eventualmente trazer para casa.

É a mesma situação de sapatos, roupas, objetos, que precisam passar por limpeza ao adentrar no ambiente doméstico. Os donos devem evitar aglomerações e não ir a locais onde haja grande circulação de pessoas.

Como fazer a higiene dos animais na volta para a casa?

A melhor coisa para eliminar o vírus é água e sabão. Ao retornar para casa, as patinhas devem ser bem lavadas.

Deve-se evitar usar álcool gel ou outros produtos químicos, pois há risco de o animal lamber e se contaminar.

As consultas de rotina em clínicas veterinárias devem ser mantidas?

Como algumas clínicas veterinárias adotaram restringir o atendimento, o animal deve ser levado ao veterinário somente em emergências como, por exemplo, convulsões ou sangramento, bem como outras situações de urgência que exijam atendimento imediato.

Outros atendimentos eletivos como vacinação e vermifugação podem esperar.

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