ETC
Pets

Saiba como proteger os pets das doenças de verão

Chuva, calor e insetos aumentam riscos de problemas mais recorrentes nesta época; veterinária orienta a prevenção

04 de fevereiro de 2019 - 09:00

Da Redação

Compartilhe

Durante o verão, os pets costumam sair mais para passear, ter mais contato com outros bichos, ficar mais expostos ao sol, à chuva e à ação de insetos.

Algumas doenças são mais recorrentes nesta época, e a prevenção e os cuidados com a saúde tornam-se fundamentais

A veterinária Karina Mussolino, gerente técnica de clínicas do Centro Veterinário Seres, do grupo Petz, dá orientações.

Calor e doenças

Os pets são mais propensos a doenças de pele nessa época, principalmente aqueles que ficam muito tempo expostos ao sol.

Os que vão à praia e à piscina ou pegam chuva, caso não tenham uma secagem adequada, podem ter dermatite úmida aguda e até otites.

A hipertermia, quando a temperatura corporal sobe excessivamente, e a desidratação também são uma grande preocupação.

Assim como as doenças gastrointestinais que podem ocorrer devido a altas temperaturas.

É preciso tomar muito cuidado com ectoparasitas, como pulga e carrapato, que se reproduzem intensamente nesta época.

Com as chuvas, aumenta a incidência de leptospirose, assim como a ação de insetos que transmitem leishmaniose e dirofilariose, em determinadas áreas.

“O importante é manter a visita ao veterinário e a carteira de vacinação em dia. A imunização e os cuidados são uma forma de proteger também a saúde de todos que convivem com os pets dentro de casa”, explica a veterinária.

Como evitar esses problemas

Hipertermia

Aumento brusco da temperatura corporal, que ultrapassa a capacidade compensatória do organismo.

Nesses casos, o animal se mostra cansado, apresenta língua roxa (cianose), tem dificuldade para andar, respiração ofegante, vômitos e diarreias, chegando a convulsões e perda de consciência.

Portanto, para prevenir evite passeios nos horários de muito calor, como das 10h às 16h´.

Além disso, aumente a oferta de água limpa e fresca; borrife o líquido no corpo do pet para refrescá-lo e deixo-o em ambientes frescos, protegidos do sol e com piso gelado.

Leptospirose

A doença infecciosa é causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina de ratos, transmitida principalmente nas enchentes.

É uma zoonose que pode passar dos bichinhos de estimação ao homem.

Além da vacina que deve ser realizada todos os anos, é necessário ter atenção nos passeios, manter a casa dedetizada e uma boa higienização no local onde os pets costumam ficar.

Dirofilariose

Conhecida como a doença do “verme do coração”, é transmitida por picada de mosquito por parasita que se aloja no coração de cães e gatos, provocando lesões e até insuficiência cardíaca.

A incidência é maior em regiões litorâneas. A prevenção deve ser feita com aplicação mensal de vermífugos ou com uma dose anual da vacina contra o parasita Dirofilaria immitis.

Dermatite 

É uma inflamação ou infecção da pele muito comum em cães e gatos.

A dermatite alérgica é provocada por picadas de insetos e a dermatite úmida está associada a proliferação de bactérias e fungos.

As pessoas devem ficar atentas para secar bem os pets após chuva, banho de mar ou piscina.

E também ao uso de repelentes e manutenção da limpeza nos ambientes que os bichinhos costumam ficar.

Otite

Surge a partir de uma inflamação no ouvido que se prolifera, causando incômodos e até mesmo dores.

A enfermidade pode ocorrer na região externa, interna ou no meio do canal auditivo, e até mesmo em apenas uma orelha.

A otite pode ser causada por diversos fatores, como proliferação de bactérias, fungos, presença de parasitas no corpo, sarna, produção de cera em excesso e muitos outros.

Por isso, é importante proteger as orelhas dos pets durante o banho e mantê-las limpas e secas.

Pulgas e carrapatos

As temperaturas altas representam ambiente ideal para a proliferação de pulgas e carrapatos. A maioria desses parasitas está no ambiente.

É importante saber que a hipersensibilidade à picada de insetos é a causa mais comum das alergias em cães. A pulga, além de provocar os processos alérgicos, transmite verminose para cães e gatos.

Nos bichanos, especialmente, transmite o Mycoplasma. Em grandes infestações, as pulgas causam anemia.

Já a Erlichiose e a Babesiose, que são popularmente conhecidas como a “doença do carrapato”, causam a destruição de células sanguíneas.

O ideal é manter os pets com medicamentos repelentes ou comprimidos orais próprios contra esses ectoparasitas.

Doenças gastrointestinais

Vômito, diarreia e mal-estar são sinais do problema que pode ocorrer devido a altas temperaturas. Uma forma de evitar é não mudar a dieta do animal nesse período e reforçar a oferta de água.

Leishmaniose 

Doença infectocontagiosa transmitida pelo mosquito palha ou birigui, com a alta incidência nesse época, em regiões com situação sanitária precária.

É uma zoonose, portanto pode ser transmitida ao homem. A vacinação combinada ao uso de repelentes é a melhor fora de prevenção.

Além disso, os repelentes também ajudam a afastar outros insetos como as moscas, responsáveis pela transmissão de doenças como berne e miíase.

Câncer de pele

Animais que ficam expostos por muito tempo no sol podem desenvolver câncer de pele.

Um dos sintomas iniciais é uma vermelhidão na pele e úlceras que não cicatrizam (dermatites solares).

As regiões mais afetadas pela radiação solar constituem o focinho e as extremidades das orelhas.

Animais mais claros são as principais vítimas, como as raças Whippet, Staffordshire Terrier Americano, Boxer branco, entre outros.

É importante de o uso do filtro solar específico para pets e também oferecer ambientes com sombra e frescos.

LEIA TAMBÉM: