Shein em São Paulo abre as portas neste sábado apenas por cinco dias | Boqnews
Foto: Divulgação/ Shein

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11 DE NOVEMBRO DE 2022

Shein em São Paulo abre as portas neste sábado apenas por cinco dias

Loja física em São Paulo abre as portas no sábado (12) no Shopping Vila Olímpia, por apenas 5 dias

Por: Da Redação

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Comprar mais barato e esperar alguns dias pelo produto versus pagar um pouco mais caro numa loja física e levar o item imediatamente. São dois perfis de clientes e a Shein, uma das maiores marcas consumidas mundialmente pela geração Z, aposta no primeiro perfil citado.

Portanto, a primeira loja física em São Paulo abre as portas no sábado (12) no Shopping Vila Olímpia e disponibiliza 11 mil itens entre acessórios e vestuário. Mas com um detalhe: o formato é pop-up store, ou seja, temporário: fecha as portas dia 16 de novembro, sendo apenas cinco dias disponíveis para os clientes provarem no corpo as peças tendência no mercado.

“É muito provável que a Shein não abra lojas físicas no Brasil”. Quem analisa o cenário é Lincoln Fracari, diretor geral da China Link Trading, maior consultoria em importação do Brasil. Para ele, é uma estratégia inteligente de marketing: “Apenas no nosso país, pelo menos 25 milhões de consumidores baixaram o app só no ano passado. A marca que não acredita no poder de consumo do brasileiro está um passo atrás. É inteligente escolher o Brasil e, quem não conhece a marca, vai ter a oportunidade de provar a roupa”, diz Lincoln.

Apenas cinco dias com loja física – o que isto significa?

Desta forma, o especialista avalia que a operação não vai gerar retorno direto. É que a Shein já está vendendo muito somente com as lojas virtuais.

Para o empresário, marcas chinesas vendem bem no Brasil por causa das brechas que o consumidor final encontra: “Tudo tem a ver com as leis de importação. O cliente, enquanto pessoa física, é isento de imposto.

O pequeno, médio ou grande empreendedor que tenta concorrer com essa modalidade, ou seja, importar e vender fisicamente em solo brasileiro, encontra um grande obstáculo pela frente”.

Desta forma, ele fala mais sobre o porquê não acredita que a Shein abra lojas físicas por aqui: “Precisaria manter estoque, pagar impostos, o preço deixaria de ser competitivo e, consequentemente, a marca perderia os clientes que já conquistou porque os produtos ficariam muito mais caros em relação aos do site”.

Os dois lados da moeda

Contudo, existem dois tipos de cliente: os imediatistas de loja física, ou seja, aqueles que querem o produto pra já, e o consumidor de loja on-line que preferem fechar a compra num preço mais barato, mesmo que tenha que esperar alguns dias pelo produto.

Lincoln Fracari avalia que “tem mercado para as duas modalidades justamente por conta do perfil de cada cliente. Sempre vai ter quem prefere pechinchar e o ‘ansioso’ que paga e quer na hora, por isso tem espaço pra todo mundo e nenhuma das duas modalidades quebrou”.

Assim, baseado nessa situação, é possível analisar de forma crítica o mercado:

“O empresário de internet se fortalece e prejudica muito quem tenta fazer negócios legítimos, ou seja, quem importa legalmente para vender no Brasil. É uma competição desleal porque a modalidade de e-commerce vinda direto da China, sem loja física, não agrega nada para a economia brasileira: não gera emprego, não gera imposto. A política deveria ser mais rígida neste sentido”.

Redes Sociais 

A criação das peças se baseia nas redes sociais. Depois de apostar muito no TikTok, o Google Trends é hoje uma ferramenta que ajuda a marca a definir novos produtos e estratégias.

Rafael Henriques, diretor geral da assessoria de marketing Mamba, reforça algo certeiro na divulgação espontânea: “Olha a baita sacada: o ambiente terá vários cenários ‘instagramáveis’ e ainda incentivo para as compras feitas pelo app”.

Portanto, ele também lembra que não é a primeira vez da Shein no Brasil: “Já foi feita uma ação parecida no RJ onde as peças estavam apenas para mostruário. Essa vai ser a primeira vez que a marca disponibiliza a oportunidade de comprar fora do virtual aqui no país.

A marca deseja conquistar o público que deixa de comprar porque quer ver o produto pessoalmente. A iniciativa foi pautada pelo fato de que o Brasil se tornou importante para a empresa – só no ano passado, mais de dois bilhões de dólares foram vendidos só aqui, quase 13% do faturamento global e, além disso, o app da Shein foi o mais baixado da indústria da moda aqui no nosso país”. É o caso de Fernanda Dinis de 28 anos que baixou o app durante a pandemia.

Desta forma, quase representando a geração Z – aquela que nasceu entre 1995 e 2010 -, a analista de sistemas sempre comprou em lojas físicas nacionais: “Mudei meu estilo, procurei roupas diferentes e encontrei tendências interessantes na Shein.

Preços mais baratos, mais opções e estilos alternativos e underground”, conta a jovem que posa na foto toda vestida de Shein, inclusive o anel comprado via app.

A Shein

Fundada pelo empresário Chris Xu em 2008, a marca chamava ZZKKO e vendia apenas vestidos de noiva. Mais tarde, passou a vender roupas femininas de vários estilos com o nome de Sheinside.

Em 2010, ampliou as vendas para fora da Ásia e começou a oferecer os produtos em países como França, Espanha, Itália, Alemanha e Rússia. Atualmente, atende mais de 200 países.

A marca não tem estoque porque tudo é produzido de acordo com a quantidade solicitada.

Mesmo assim, o catálogo é atualizado com cerca de seis mil novos itens diariamente.

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