Por diferentes motivos, muitas avós acabam fazendo o papel das mães. Algumas por necessidade, trabalho, ou até mesmo pela morte dos pais, as avós – que deveriam ter apenas o papel de mimar os pequenos – ganham o papel de educar e dar limites. As histórias são diferentes mas o elo de amor que se cria é igual. Conheça cinco avós que são super mães e fazem a diferença na vida dos netos e – algumas – até dos bisnetos
Tatiana Oliveira, hoje com 34 anos, perdeu o pai aos 12 anos. No ano seguinte, sua mãe também faleceu. Os avós paternos foram os responsáveis pela criação dela e dos dois irmãos mais novos e o cachorro, na época com seis meses. De vó, Iolanda precisou ser mãe.
“Foi uma perda muito grande para gente e eles nos acolheram. Chamo-a de avó, mas a admiro como uma mãe”, conta Tatiana. “Houve um choque de gerações, mas a gente se entendia na conversa. Quando ela ficava com receio ou sem jeito de falar alguma coisa, pedia para uma tia vir conversar com a gente, principalmente na adolescência. Mas ela faz tudo por nós. Nem sei o que seria da minha vida e da dos meus irmãos sem ela. Eu a amo. E hoje ela ainda me ajuda. Quando estava estudando, era ela quem ficava com ele (o filho dela). Até hoje contribui com a criação dele. Com 84 anos, ela é super ativa. Um exemplo”.
“Quando ela apareceu era apenas um bebê. Meu filho não tinha condição de criá-la. Nem ele nem a mãe. No começo ficamos receosos. Com medo. Existem situações que a gente não esquece, como trocar fralda, dar mamadeira, mas depois de uma certa idade tudo fica mais difícil, Já não temos tanto fôlego. Decidimos, eu e meu marido, mesmo assim criá-la e hoje é o meu maior presente”, conta sobre a pequena Evelyn. Com a guarda definitiva, a avó se transformou em mãe novamente e com lá- grimas nos olhos, Nadja Maria, 54 anos, diz que sem ela não saberia mais viver. “Somos uma equipe e estamos sempre juntos eu, ela e meu marido. A gente faz de tudo por ela”, revela. Na última quarta (7), Nadja ganhou mais um netinho da filha Joice. Este que ela paparicará como avó. Aliás, mãe e filha trabalham juntas. E antes de ir à escola, Evelyn fica no escritório e ajuda a avó com os procedimentos, principalmente quando o assunto é computador.
“Quando nasci minha mãe era muito nova. Tinha 16 anos. Precisava trabalhar e minha avó era quem cuidava de mim. Morei com ela a vida toda. Ela foi essencial na minha vida e hoje faz parte da criação do meu filho. Quando me separei foi para lá que eu corri. É meu verdadeiro refúgio. É um pedaço de mim, doi só de pensar em ficar sem ela. Hoje, moro em Praia Grande e ela em Santos e nos falamos quase todos os dias. Muitas vezes, ela vem até aqui me ajudar. Mesmo com todos os problemas de saúde, está sempre ativa. Não para quieta. É um exemplo para mim”, conta a fotógrafa Isis Mateus, 25 anos.
“Com 12 anos minha mãe faleceu. Decidi ficar com a minha avó. Meu pai acabou se casando e formando uma nova família fora daqui. Ao perder a filha, ela ganhou eu como filha, foi uma transferência de amor. Ela me mimava muito, mas também me educou. E na verdade ela acabou sendo minha mãe e meu pai. Fez tudo por mim”, relembra Carolina Alvares Firmino. “Por conta disso, a educação foi um pouco mais liberal, mas sempre que precisava me dava broncas. Até hoje, ela me ajuda muito. Está com 84 anos. Já não moramos juntas, pois me casei há sete meses. Mas nos falamos e vou visitá-la sempre”.
“Com o nascimento inesperado da minha princesa vi nascer uma avó, que se doa por inteiro para cuidar da minha filha, não mede esforços para o bem estar dela. É lindo ver o carinho que uma tem pela outra. Sem dúvida, eu tenho a melhor mãe e digo pela minha filha que ela é a melhor avó do mundo. Neste dia das mãe eu só tenho a agradecer tudo que ela faz por mim e pela minha filha! Ela é o meu porto seguro, agradeço todos os dias por tê-la ao meu lado”, declara Catarhyne Pizarro, que recebe o apoio da mãe na criação da filha.