A região metropolitana da Baixada Santista ganhará o terceiro maior centro de reservação de água tratada a partir de 2026, na cidade de Itanhaém. Serão quatro reservatórios, com 10 milhões de litros de capacidade cada. As entregas ocorrerão de forma faseada entre março e setembro de 2026 e fazem parte de uma série de investimentos da Sabesp para a região da Baixada.
“Esses reservatórios vão ajudar a Baixada Santista de forma integrada. São 40 milhões de litros a mais de segurança hídrica para as pessoas que moram e visitam aqui. E fazem parte dos 23 novos reservatórios que vão ser construídos até 2029 para de fato ter mais água na torneira das pessoas”, diz a secretária do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende. A representante estadual visitou neste mês as principais obras da Sabesp na Baixada e se reuniu com representantes municipais para debater questões do saneamento.
Centro de reserva
O centro de reservação atua como ponto de estoque, recebendo água da Estação de Tratamento de Água (ETA) Mambu-Branco e realizando a distribuição conforme as necessidades regionais. Com um sistema interligado entre os municípios, a nova estrutura irá abastecer as cidades de Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande e a área continental de São Vicente.
O maior centro de reservação de água tratada da Sabesp na região fica entre Santos e São Vicente, no interior dos morros que dão nome ao Reservatório-Túnel Santa Teresa-Voturuá, com capacidade para 110 milhões de litros. E o segundo maior é o Centro de Reservação Melvi, para 45 milhões de litros e localizado em Praia Grande.
“A Baixada não tem reservação de água bruta. Então, a solução é aumentar a reservação da água depois de tratada. Esses reservatórios são estrategicamente definidos e se espalham pela rede dos nove municípios”, explica João Paulo Tavares Papa, Relações Governamentais da Sabesp.
Ampliação
A ampliação tem investimento de R$ 85 milhões e faz parte do planejamento para R$ 7,5 bilhões até 2029 em melhorias no fornecimento de água e na coleta e tratamento de esgoto. As obras foram aceleradas após a privatização da companhia, realizada pelo Governo de São Paulo em 2024.
Dessa maneira, o Centro de Reservação Mambu-Branco reduz o risco de desabastecimento de água na região, trazendo mais estabilidade para o fornecimento. As entregas dos quatro reservatórios ocorrem de forma faseada em março, maio, julho e setembro de 2026.
“Quando tivermos que fazer paralisações em função de alguma manutenção, haverá uma reservação de 40 milhões de litros de água tratada que consegue equalizar a distribuição de Peruíbe até a área continental de São Vicente por um tempo. É uma condição operacional muito mais segura do que essa de agora”, disse João Paulo Tavares Papa.
Contudo, devido às características geotécnicas da Baixada Santista, solos moles e de pouquíssima resistência, a execução das fundações torna-se o grande desafio desta obra. Assim, exige da execução de aproximadamente 1.200 estacas de concreto, com cerca de 40 metros de profundidade cada. Portanto, distribuídas para os quatro reservatórios. Esta etapa é fundamental para a garantia da estabilidade dos reservatórios, evitando problemas operacionais no futuro.
Investimentos na Baixada Santista
A Sabesp já investiu cerca de R$ 2 bilhões para transformar a estrutura do Sistema Integrado de Abastecimento de Água na Baixada Santista. E pretende investir R$ 7,5 bilhões até 2029, sendo R$ 3 bilhões em execução.
Desde novembro de 2025, investiram-se quase R$ 600 mil principalmente em obras de universalização em áreas informais. Destinou-se cerca de 50% deste valor para a universalização em áreas vulneráveis de São Vicente, Mongaguá, Peruíbe, Itanhaém, Bertioga e Guarujá.
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