Cuidados

Cartilha chama a atenção para prevenção a acidentes com crianças

Publicação virtual aborda cuidados para traumas mais comuns

14 de outubro de 2019 - 16:34

Flávia Albuquerque

Agência Brasil

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Cerca de 3,6 mil crianças morrem por ano no Brasil vítimas de algum tipo de trauma e outras 111 mil são hospitalizadas.

Os dados são da Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (Sbait).

A entidade aproveita o Dia das Crianças, comemorado sábado (12), para chamar a atenção quanto ao tema e lançar uma cartilha virtual sobre prevenção e cuidados para os casos de trauma mais comuns na infância.

São quedas; ferimentos; queimaduras; afogamentos; engasgos; e acidentes de trânsito.

O guia “Prevenção de Traumas em Crianças – Você precisa saber evitar”, foi feito em parceria com o Comitê Brasileiro das Ligas de Trauma (Cobralt).

O documento tem onze páginas escritas e ilustradas de forma simples e didática e pode ser baixado gratuitamente no site, na seção Publicações.

Orientações

Para cada item abordado são dadas dicas de prevenção e instruções de como agir, caso ocorra algum problema.

Além disso, a cartilha explica como fazer a RCP (Reanimação Cardiopulmonar), para casos graves de afogamento.

E, ainda, a Manobra de Heimlich, para os casos em que as crianças se engasgam.

Segundo o presidente da Sbait, o cirurgião do trauma Tércio de Campos, trauma é toda vez que alguma coisa se choca com o nosso organismo, causando um impacto físico e uma agressão ao corpo.

Na maioria das vezes todos esses acidentes podem ser evitados se o adulto conseguir avaliar que a situação oferece risco.

“São cuidados simples que mostramos na cartilha. Mas, caso venha a ocorrer algum acidente, é importante saber agir. Os primeiros socorros, em muitos casos, podem ser a diferença entre viver, morrer ou viver com sequela. É muito, mas muito importante que o leigo saiba o que fazer até a chegada de uma esquipe médica. A cartilha tem o objetivo de enfatizar a prevenção e fazer as pessoas entenderem a potencial gravidade de algumas situações”, disse o médico.

Emergência

Caso não possa ser evitado, toda vez que ocorrer algum acidente a criança deve ser encaminhada para a emergência do hospital.

Lá, será feita uma avaliação visando verificar qual a profundidade dos danos.

“Felizmente a maioria dos traumas são bem leves, isso é frequente. Mesmo nesses casos, os pais devem observar a criança e não pensar que nada pode ter acontecido. Essa atenção redobrada – nos casos nos quais não for [a criança] encaminhada ao hospital – devem existir para que a criança seja acudida e tratada a tempo”, explicou.

Campos destacou, também, que é preciso que as famílias não pensem que acidentes nunca ocorrerão com elas.

Além disso, é necessário entender que a proteção aos filhos deve ser uma preocupação constante.

Isso porque as crianças estão em constante crescimento e desenvolvimento. Além disso, não têm consciência do tamanho do próprio corpo e que podem se machucar.

“Ela [a criança] não tem consciência de que pode morrer afogada em uma banheira ou de que a queda de uma janela alta pode trazer sérias consequências. Somos nós, adultos, que precisamos estar sempre atentos e, além disso, orientá-la para que, com o tempo, ela saiba se cuidar”, finalizou o cirurgião.

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