Imigração

Cerca de 73% do DNA de brasileiros têm origem europeia

Com base em testes genéticos já realizados, Genera analisa percentual de herança da África, Oriente Médio, índios americanos e leste da Ásia

29 de maio de 2019 - 14:52

Da Redação

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Quem nunca pesquisou a árvore genealógica da família para conhecer suas origens que atire a primeira pedra.

Os tempos mudaram e com o avanço da tecnologia, hoje, com uma amostra de saliva é possível descobrir com precisão de quais regiões do mundo vieram os antepassados.

E a resposta pode ser surpreendente: cerca de 73% do DNA de brasileiros que pesquisaram a ancestralidade possuem herança europeia.

A partir da análise de mais de 700 mil variações genéticas, a Genera (www.genera.com.br) é o único laboratório nacional que realiza o detalhado teste.

“A ascendência oriunda da Europa é elevada por causa dos processos migratórios históricos. Desde a vinda dos portugueses em 1500 até a metade do século 20. Quando milhões de imigrantes da Itália, Espanha e Alemanha vieram para cá”, explica Ricardo di Lazzaro Filho, médico e sócio-fundador da Genera.

O resultado também mostra que há um legado genético de 12% proveniente do continente africano.

Enquanto 8% vêm do Oriente Médio.

Ainda, 6% referem-se a índios nativos americanos.

No entanto, o leste da Ásia corresponde em média a 1% dos resultados já entregues pelo laboratório.

 

 

Legado africano

O histórico escravagista e a migração forçada de povos africanos, particularmente da região subsaariana, justificam o legado desta região nos indivíduos.

No nordeste do país é possível identificar a presença judaica da linhagem sefardita.

Portanto, corroborando com o deslocamento que ocorreu durante o período de maior perseguição aos judeus pela Inquisição.

Logo após a chegada dos portugueses.

“Isso também vai de encontro com a origem dos sobrenomes que observamos nos clientes. Pois judeus convertidos ao cristianismo recebiam nomes de árvores como Figueira, Pereira e termos semelhantes”, conta Ricardo.

São encontrados traços genéticos de indígenas das Américas do Sul, Central e Norte pelo fato de terem sido os ocupantes originais do território.

Assim, antecederam a exploração europeia.

A curiosidade sobre a origem da família e a possibilidade de descobrir ou imaginar a trajetória que percorreram é uma das principais motivações para as pessoas realizarem o exame.

O procedimento também é buscado por quem está em processo de dupla cidadania.

E ainda tem a finalidade de reconhecimento da ancestralidade judaica e étnica.

Contudo, em alguns casos para comprovação de cotas para concursos públicos e vestibulares.

Ancestralidade na ponta da língua

Para fazer a análise do DNA é necessário apenas a saliva.

O material que é examinada e revela aspectos tão profundos em até 45 dias.

Exames adicionais entregam informações sobre variadas questões genéticas, como a ancestralidade materna e paterna e de características que apontam desde predisposições a doenças até informações sobre perfil nutricional e desempenho atlético.

Fundada em 2010, a Genera já atendeu a mais de cem mil pessoas, muitas em busca do teste de ancestralidade.

A pesquisa em voga levou em consideração as 694 amostras de clientes que autorizaram o acesso às informações.

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