Crise FC: 11 ministros já saíram do governo Bolsonaro | Boqnews
Foto: Divulgação
18 de maio de 2020

Crise FC: 11 ministros já saíram do governo Bolsonaro

Há quem diga que futebol e política não se discutem. No entanto, o cenário atual é perfeito para fazer uma analogia entre os dois temas.

O governo de Bolsonaro já teve 11 saídas de ministros, ou seja, o mesmo número de um time de futebol.

Assim, como na maioria dos clubes, o presidente anunciou com entusiasmo a equipe que faria parte do governo a partir de janeiro de 2019. De acordo com Bolsonaro, a nomeação seguiu critérios técnicos.

500 dias depois de assumir o cargo, o presidente coleciona polêmicas, troca de comando, pressão e problemas econômicos, algo bem comum de time grande que está brigando para não ser rebaixado e têm como o principal foco discussões de técnicos, atletas e dirigentes; cada um jogando a responsabilidade ao outro.

No meio da crise política quem sofre é a população e no futebol os torcedores, porém em nenhuma das ocasiões há concordância, sempre com discussões e ataques banais nas redes sociais. O resultado desta situação é a polarização.

O gol contra na política desta vez foi o pedido de demissão do oncologista Nelson Teich do Ministério da Saúde em meio há uma pandemia.

Os motivos foram os contrapontos entre ele e o presidente nas questões do isolamento social e uso da hidroxicloroquina.

Esquema Tático

Jair Bolsonaro foi eleito prometendo um governo diferente sem alianças partidárias, fundo eleitoral e combate a impunidade, na gíria do futebol podemos dizer que entrou para atacar sem proteger a defesa.

Contudo ao longo dos meses foi visto o contrário, os próprios ministros deram um contra ataque em Bolsonaro mostrando aparentemente que as jogadas dependiam de seus interesses.

Dessa forma, podemos definir que o esquema tático do governo é de exclusividade do presidente. O técnico/jogador/ministro pode até falar na mídia ou em público sobre os problemas internos, mas será demitido ou isolado em parte separada do elenco.

Saídas

Das 11 trocas ministeriais, dois mudaram de setor (Onyx Lorenzoni e André Luiz Mendonça) e nove deixaram o primeiro escalão.

Cada saída teve sua peculiaridade, o colombiano Ricardo Vélez, ex-ministro da educação saiu após frases polêmicas e controversas, típico de um jogador gringo que não se adaptou ao Brasil.

Outra saída importante foi do secretário geral da Presidência, Gustavo Bebbiano logo nos primeiros meses de gestão.

Todavia, foi no ano de 2020 que tudo piorou. Dentro da equipe de Bolsonaro tinha um ministro com característica de ‘estrela’ um clássico camisa 10 que foi uma das peças chaves para derrotar o grande rival, o ex-presidente Lula.

No ministério também havia um ministro sem grandes badalações que começou a ganhar destaque, um camisa 11 para o futebol. Luiz Henrique Mandetta assumiu o protagonismo no combate ao coronavírus dentro do Ministério da Saúde.

Com uma boa oratória, Mandetta caiu nas graças da torcida e de boa parte da população, ele deixou Bolsonaro irritado pelas ideias opostas no combate ao coronavírus e assim tomou o cartão vermelho.

A crise já era grande no Ministério F.C, quando o camisa 10, Sérgio Moro pediu demissão e acusou Bolsonaro de interferir na Polícia Federal o que irritou ainda mais a população.

O cenário poderia ficar ainda pior, Nelson Teich o camisa 9, contratado para ajudar o Brasil em um momento tão delicado não marcou nenhum gol. Pelo contrário, a bola nunca chegava redonda para ele, com a influência do presidente Bolsonaro.

Dessa forma, a perspectiva é de muita dificuldade pela frente, o Brasil ainda não tem um ministro na área da saúde em plena pandemia. Com gols contras, racha no elenco, influência política, o país segue novamente para um ‘7 x 1’ só que dessa vez ainda mais doloroso.

 

João Pedro Bezerra, Da Redação
Compartilhe:

Quem Somos

Boqnews.com é um dos produtos da Enfoque Jornal e Editora, que edita o Boqnews, jornal em circulação em Santos, no litoral paulista, desde 1986.

Fundado pelo jornalista Jairo Sérgio de Abreu Campos, o veículo passou a ser editado pela Enfoque desde 1993, cujos sócios são os jornalistas Humberto Challoub e Fernando De Maria dos Santos, ambos com larga experiência em veículos de comunicação e no setor acadêmico, formando centenas de gerações de jornalistas hoje atuando nos mais variados veículos do País e do exterior.

Seguindo os princípios que nortearam a origem do Jornal do Boqueirão nos anos 80 (depois Boqueirão News, sucedido pelo nome atual Boqnews) como veículo impresso, o grupo Enfoque mantém constante atualização com as novas tendências multimídias garantindo ampliação do leque de conteúdo para os mais variados públicos diversificando-o em novas plataformas, mas sem perder sua essência: a credibilidade na informação divulgada.

A qualidade do conteúdo oferecido está presente em todas as plataformas: do jornal impresso ou digital, dos programas na Boqnews TV, como o Jornal Enfoque - Manhã de Notícias, e na rádio Boqnews, expandido nas redes sociais.

Aliás, credibilidade conquistada também na realização e divulgação de pesquisas eleitorais, iniciadas em 1996, e que se transformaram em referência quanto aos resultados divulgados após a abertura das urnas.

Não é à toa que o slogan do Boqnews sintetiza o compromisso do grupo Enfoque com a qualidade da informação: Boqnews, credibilidade em todas as plataformas.

Expediente

Boqnews.com é parte integrante da Enfoque Jornal e Editora (CNPJ 08.627.628/0001-23), com sede em Santos, no litoral paulista.

Contatos - (13) 3326-0509/3326-0639 e Whatsapp (13) 99123-2141.

E-mail: [email protected]

Jairo Sérgio de Abreu Campos - fundador / Humberto Iafullo Challoub - diretor de redação / Fernando De Maria dos Santos - diretor comercial/administrativo.

Atenção

Material jornalístico do Boqnews (textos, fotos, vídeos, etc) estão protegidos pela Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610 de 1988). Proibida a reprodução sem autorização.

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.