CNJ define pela aposentadoria de desembargador que ofendeu guardas em Santos | Boqnews
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Justiça

22 DE NOVEMBRO DE 2022

CNJ define pela aposentadoria de desembargador que ofendeu guardas em Santos

CNJ anunciou a aposentadoria compulsória ao desembargador Eduardo Almeida Prado Siqueira em razão de ato contra guardas municipais em Santos

Por: André Richter
Agência Brasil

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu hoje (22) aplicar a pena de aposentadoria compulsória ao desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Assim, o magistrado ficou conhecido após destratar guardas municipais que o abordaram na praia da Aparecida, em Santos, no litoral paulista, para pedir o uso de máscara de proteção contra a covid-19.

Dessa forma, o caso ocorreu em julho de 2020, quando uma lei municipal obrigava o uso de máscaras por toda a população.

No mesmo ano, Siqueira foi afastado das funções pelo conselho e também passou a ser alvo do processo disciplinar que terminou com a punição.

Em julho de 2020, enquanto caminhava na praia, Siqueira foi multado pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Santos pelo descumprimento do decreto municipal que determinou o uso obrigatório de máscara.

Assim, o fato foi descoberto após a publicação de um vídeo nas redes sociais.

Na ocasião,  o desembargador desrespeita o guarda que o aborda, dizendo que iria jogar a multa na cara dele e ainda o chama de analfabeto.

Além disso, na ocasião, chegou a ligar para o secretário de Segurança de Santos, Sérgio Del Bel, em uma clara tentativa de influenciar na decisão dos guardas municipais.

Dessa forma, a história até ganhou um bordão, Chama o Del Bel, nas redes sociais.

E virou meme

Del Bel negou qualquer relação de amizade ou profissional com o desembargador.

Desembargador Siqueira teve a aposentadoria compulsória decretada pelo CNJ nesta terça. Foto: Divulgação/Arquivo

Defesa 

Durante a sessão, o advogado José Eduardo Alckmin, representante do desembargador, justificou que o magistrado passava por momento de desequilíbrio emocional.

Dessa forma, isso ocorreu por problemas familiares e estava tomando medicamentos controlados.

Assim, durante sustentação oral, a defesa também questionou a proporcionalidade da condenação.

“Pode acontecer, somos humanos, temos emoções. Foi descontrolado, eu admito”, diz.

“A sanção adequada seria realmente aplicar a esse desembargador – que não começou ontem na magistratura e tem uma longa carreira de serviços prestados adequadamente –  a aposentadoria? Submeter a pior sanção que pode haver?”, questionou.

Conteúdo original

(*) Com informações da redação

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