Cuidados

FAO alerta para desafio mundial de enfrentar o desmatamento

Organização destaca a preservação do Parque Nacional da Tijuca, no Estado do Rio de Janeiro

07 de julho de 2018 - 15:00

Agência Brasil

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O desmatamento é um dos principais desafios da América Latina. A publicação do O Estado das Florestas no Mundo de 2018, foi divulgada ontem pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). De acordo com o estudo, é de extrema importância a conservação as áreas urbanas protegidas.

No caso do Brasil, o destaque é para o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Com 4 mil hectares, o parque foi declarado paisagem cultural Patrimônio da Humanidade pelo Unesco em 2012.

A FAO, no documento, salientou que, para enfrentar a proliferação de espécies exóticas e a expansão urbana, o parque foi reflorestado com árvores nativas. Além que foram construídas infraestruturas recreativas para envolver a comunidade local. E, ainda aumentar a conscientização sobre a importância da proteção das florestas urbanas.

Desde 1999, o parque é administrado conjuntamente pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pelo Ministério do Meio Ambiente. Cerca de 2,5 milhões de pessoas visitam o parque todo ano. A Mata Atlântica foi restaurada e transformada em santuário para uma diversidade de espécies endêmicas.

Redução

Além da queima de combustíveis fósseis, o desmatamento está entre as principais causas das mudanças climáticas. Assim, representando quase 20% das emissões de gases de efeito estufa. O período de 1990 e 2015, a área florestal mundial diminuiu de 31,6% da área terrestre do mundo para 30,6%.

O aspecto positivo é que o ritmo de perda foi abrandado nos últimos anos. A maior parte desta perda ocorreu na África subsaariana, na América Latina e no sudeste da Ásia.

Nos lugares em que a demanda de carvão vegetal é alta, sobretudo na África Subsaariana; Sudeste da Ásia e América do Sul, sua produção exerce pressão nos recursos florestais e contribui para a degradação e desmatamento, especialmente quando o acesso às florestas não está regulamentado.

Análise

O estudo da FAO informa que a proporção de pessoas que depende de lenha varia de 63% na África a 38% na Ásia. Na América Latina representa 16%.

Apenas 9% da área florestal da América do Sul é manejada com o objetivo de proteger o solo e a água; bem abaixo da média global de 25%.

De acordo com o relatório, as florestas manejadas para a conservação dos solos e das águas têm aumentado em todo o mundo nos últimos 25 anos, com exceção da África e da América do Sul.

As florestas e as árvores fornecem cerca de 20% da renda das famílias rurais nos países em desenvolvimento. Contudo, no relatório, existe uma forte relação entre as áreas de cobertura florestal extensiva e as altas taxas de pobreza. No Brasil, pouco mais de 70% das áreas de florestas fechadas (densas, com grande cobertura de copa) apresentavam taxas de pobreza elevadas.

Pobreza

O estudo menciona que, na América Latina, 8 milhões de pessoas sobrevivem com menos de 1,25 dólares por dia nas florestas tropicais; savanas e seus arredores.

Mundialmente, mais de 250 milhões vivem abaixo da linha de pobreza extrema nessas áreas. Os números representam 63% estão na África; 34% na Ásia e apenas 3% na América Latina.

Apesar da participação da América Latina no total mundial ser baixa, cabe destacar que a grande maioria (82%) das pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza nas áreas rurais vivem em florestas tropicais; savanas e seus arredores.

Com um total de 85 milhões de pessoas vivendo em florestas tropicais, savanas e em seus arredores na América Latina, cuidar dela será um fator-chave para avançar rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

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