Intolerância política ultrapassa o conceito de liberdade individual, diz docente | Boqnews
Professor doutor Leandro da Silva Alonso. Foto: Carla Nascimento

História

05 DE SETEMBRO DE 2022

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Intolerância política ultrapassa o conceito de liberdade individual, diz docente

Professor doutor Leandro Alonso analisou a questão da individualidade e a liberdade, símbolos nacionais e a participação de Santos no processo da Independência

Por: Da Redação

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A intolerância política que tem crescido ao longo de países do mundo tem relação direta com a deturpação do conceito de liberdade e democracia.

Em especial, em razão da elevação de grupos de extrema-direita – mas não únicos – no cenário internacional.

Se antes a liberdade era restrita aos povos, onde apenas a nobreza e a monarquia tinham acesso ao poder, o cenário mudou ao longo de séculos.

Assim, a liberdade ganhou espaço no primeiro momento como forma de se distanciar da opressão que imperava nos povos.

E depois ajudou a construir o indivíduo como ser.

No entanto, a liberdade atual tão defendida muitas vezes está travestida de individualismo crescente, onde os conceitos individuais se sobrepõem aos coletivos.

“Ele é tão expressivo que mesmo reivindicando o espaço público, o cidadão não tem capacidade de conceber o outro como indivíduo que também tem liberdade de expressão”, salienta o professor-doutor em Planejamento e Gestão do Território e especialista em História (Brasil República, Cultura, Relações Internacionais), Leandro da Silva Alonso.

Ele participou do Jornal Enfoque – Manhã de Notícias de hoje (5), onde deu uma verdadeira ‘aula’ aos internautas sobre a ocupação do País.

Alonso falou o bicentenário da Independência e compara as origens do povoamento dos Estados Unidos e do Brasil, onde as origens religiosas distintas (calvinistas nos EUA, decorrentes da perseguição de fiéis na Inglaterra, e católicos no Brasil).

“Na América do Norte, os valores morais estão muito ligados ao capitalismo para o desenvolvimento extremo e aqui tivemos sempre um estado interventor”, salienta.

Ou seja, enquanto nos Estados Unidos a concepção era das pessoas buscarem seu crescimento graças as suas conquistas, no Brasil, a expectativa de crescimento sempre passava pelo Estado.

Professor-doutor Leandro Alonso participou do Jornal Enfoque – Manhã de Notícias de hoje, com apresentação do jornalista Francisco La Scala. Foto: Carla Nascimento

Bicentenário

Além disso, Alonso participou de um documentário especial produzido pela CNN Brasil, onde relatou sobre o papel do Porto de Santos no desenvolvimento do País, dentro da série 200+

“Santos sempre foi um ponto de passagem da riqueza desde a economia colonial”, enfatiza.

E neste contexto, o café se tornou o grande impulsionador do Porto de Santos.

“E o que isso traz de importância? O lugar que mais se arrecada e paga é onde tem o poder decisório”, referindo-se a importância não só de Santos, mas de São Paulo no contexto nacional ao longo da história.

Assim, indagado sobre o uso da bandeira nacional por grupos políticos, o professor explica que isso ocorre pois os brasileiros, de forma geral, não se identificam com os símbolos nacionais.

Me fizeram decorar, mas jamais a amar o hino“, disse em alusão à letra da música Brasil Colônia, do grupo de rap Oriente  (ver vídeo)

“A gente não se apropria dos nossos símbolos”, destaca.

“Assim, ao invés de nos pertencer, gera negação”, salienta.

Além disso, ele também falou da experiência em lecionar História para estudantes do Ensino Médio e nível superior.

Afinal, hoje as informações ultrapassam os livros escolares, com os jovens tendo cada vez mais acesso rápido ao conteúdo digital – nem sempre confiável.

Alonso é professor do Ensino Médio (colégio Objetivo) e superior (Unisantos – Universidade Católica de Santos).

Confira o programa completo

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