Por conta do streaming, TV deve se adaptar para manter audiência | Boqnews
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
10 de março de 2023

Por conta do streaming, TV deve se adaptar para manter audiência

Com o avanço na tecnologia, o streaming está tomando o lugar da TV aberta, isso porque um fator importante para essa mudança é o público jovem.

Segundo pesquisa de 2022 da Ofcom (agência reguladora britânica) jovens entre 16 e 24 anos assistem quase sete vezes menos televisão do que pessoas com 65 anos ou mais, ficando menos de uma hora em frente à TV.

Tal mudança se reflete no Oscar, maior premiação do cinema, que ocorre neste domingo (12). Para ter noção, das 10 obras indicadas para melhor filme, 5 estão presentes nos streamings. Como por exemplo, Elvis (HBO Max), Top Gun: Maverick (Paramount+), Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (Prime Video), Triângulo da Tristeza (Prime Video) e Nada de Novo no Front (Netflix).

Mas afinal o que é o streaming?

 

Streaming

Traduzindo do inglês, a palavra streaming refere-se a “transmissão”, portanto a pessoa consegue acessar qualquer conteúdo sem ter que baixar.

Desse modo, é uma tecnologia que transmite dados da internet, sendo áudio e vídeo, por exemplo.

Os preços mensais variam (há necessidade de internet com boa conexão, paga à parte).

A popular Netflix tem assinatura a partir de R$ 18,90 por mês; Disney + a partir de R$ 27,90; Globoplay, R$ 24,90; HBO Max, a partir de R$ 27,90; e Paramount+ R$ 19,90 por mês.

Todavia, se o usuário pretende consumir diferentes plataformas, deve sair tão caro como uma TV por assinatura.

Por exemplo, Vivo Play TV possui assinatura, a partir de R$ 164,99 por mês; na Sky, o plano básico do pós-pago custa R$ 61,90 por mês e na Claro TV R$ 69,90 por 3 meses.

Dessa forma, os benefícios são uma possibilidade de um grande acervo sobre músicas, séries e filmes, dependendo da plataforma, podendo ser paga ou gratuita.

Assim como a disponibilidade de assistir em diferentes dispositivos e em qualquer lugar, o que garante uma boa comodidade.

 

Mudanças

Segundo o professor e diretor Eduardo Rajabally, o que está em jogo é o crescimento do conteúdo transmitido via web contra o da TV. “Começa pelo movimento do on-demand, assistir o que você quer e na hora que você quer. Acho isso um poder grande, irresistível e a nova geração aderiu completamente.” Rajabally afirma que para contragolpear a TV tenta fazer uma programação cada vez mais ao vivo.

Sobre a mudança ele esclarece “Vem diminuindo o poder de influência sobre as pessoas. Certamente perdeu muito espaço. E tem que dividir com streaming, conteúdo disponibilizado para assistir na hora que quiser, isso tem apelo muito forte nas pessoas”.

Dessa forma, o que importa para a TV é descobrir novos caminhos para conseguir manter a audiência.

De acordo com o professor e jornalista, André Rittes, a TV é um veículo que evoluiu muito tecnicamente, mas pouco em termos de conteúdo. “Com essas mudanças de hábitos são lentas e difíceis. Jovens de até 24 anos praticamente nasceram quando a TV já tinha 50 anos! Alguns programas que são dos primeiros anos da TV ainda estão no ar, por exemplo. Na minha opinião, a TV só “pega” os jovens se aposta em produtos similares aos que eles consomem na Internet. Reality shows e esportes são dois exemplos” conta.

Quem também comenta sobre o assunto é a jornalista e atualmente diretora de Jornalismo do Sistema Santa Cecília de Comunicação e apresentadora Natalie Nanini.

Sobre a estratégia para segurar os telespectadores mais novos nas TVs, ela comunica que o primeiro passo necessário é criar conteúdo para conversar com essa nova geração.

“Eles são muito mais conectados, muito mais rápidos e querem consumir conteúdo que tenha esse perfil! Por exemplo: os clássicos da Disney não interessam mais as atuais gerações! O que a Disney tem feito? Relançado os clássicos no estilo “Live Action”. A segunda coisa é disponibilizar estes conteúdos de maneira que streaming e TV sejam complementares”.

O público que permitiu essa mudança, de certa forma acontecer e é ele quem pode sustentar a audiência nas TVs.

 

Aparelhos

Segundo informações da Agência Brasil, no dia 9 de fevereiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou o bloqueio de cerca de R$ 5 milhões de decodificadores clandestinos em uso no país.

Portanto, isso simboliza uma redução na pirataria.

Engenheiro de Telecomunicações, Aldecir Barbosa, disse que todos aparelhos que não estão licenciados na Anatel como Serviço de Acesso Condicional (SeAC) e não possuem a licença do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), podem ser cortados.

“A Net por exemplo é um serviço SeAC que vai pelo cabo. Ele usa o sistema Híbrido Fibra Cabo (HFC). Todos os serviços que forem HFC serão mais fáceis de interromper. Se não tiver a licença SCM, pode-se interromper identificando de onde é transmitido e isso cessará o sinal dessa operadora. Serviços que são IP (IPTVs) podem bloquear os streamings, bastando identificar o provedor e bloquear o streaming. Não é necessário desmantelar o provedor na edificação. São dois serviços, IPTVs e o HFC que não é transmitido por IP, mas sim por cabo coaxial e fibra ótica”.

Ele também afirma que os bloqueios vão ocorrer por meio de incursões, fiscalizações e desmantelamento dos provedores.

Questionado sobre como diferenciar o legal e o ilegal, Barbosa responde:

“Para ser licenciado, precisa ter a licença SCM e ser legalizado como SeAC, assim determina quem é legal e quem é ilegal. Para ter uma ideia, para você transmitir a programação oriunda dos geradores de programação, por exemplo pacote HBO, você precisa pagar para eles, manter o seu sinal dentro do seu provedor. Esses “gatonets” não pagam, pegam de forma ilegal, captam sinal do ar (sinal criptografado), fazem sistema para quebrar criptografia, portanto recebe e distribuem de forma ilegal. As operadores licenciadas pagam para os geradores de conteúdo que pagam licença para operar tanto SCM como SeAC.”

 

 

 

 

Vinícius Dantas, Da Redação
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