Os atos marcam o Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde. Nos demais estados, estão previstas manifestações, entre elas uma passeata na Avenida Paulista, em São Paulo; protestos em frente à sede da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), no Rio de Janeiro; e panfletagem para esclarecimentos na rodoviária de Brasília.
A paralisação vai prejudicar boa parte da população brasileira, já afetada pela falta de qualidade dos planos de saúde. Em coletiva à imprensa, o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá, estimou que 47 milhões de brasileiros utilizam algum tipo de plano de saúde, o que representa um total de 25% da população.
Em termos de valores, os planos são responsáveis por cerca de 55% de tudo o que é gasto com saúde no país, segundo o CFM. “Com um financiamento desses, era para estar tudo melhor”, disse Tibiriçá. “Mas essa não é a percepção dos consumidores e dos médicos”, completou.
De acordo com o diretor da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Márcio Bichara, em torno de 1,2 milhão de pessoas contrataram um plano de saúde entre dezembro de 2010 e dezembro de 2011. “O país está crescendo, a economia está crescendo e, cada vez mais, é um anseio da população ter um plano de saúde. Mas esse plano tem que ser digno, porque ele não é barato”, disse. “O usuário está sendo enganado quando compra o plano, porque não tem uma rede adequada para o seu atendimento”, concluiu.
Segundo o CFM, o crescimento no acesso aos planos de saúde não veio acompanhado do aumento no número de médicos, leitos e hospitais credenciados. A situação, de acordo com Aloísio Tibiriçá, faz com que o tempo médio de espera para uma simples consulta chegue a três semanas. “Insatisfeitos com os honorários, os médicos estão selecionando ou deixando os planos de saúde. É menos gente ainda para atender”, destacou.
Uma proposta de negociação oficial será apresentada amanhã pela categoria à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Entre os principais itens estão reajuste anual, multa para atraso no pagamento dos profissionais de saúde e abertura para negociação com entidades médicas.
O diretor da Associação Médica de Brasileiro (AMB), José Luiz Mestrinho, avaliou que o Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde pode estar se tornando uma realidade repetitiva, já que chegou a acontecer duas vezes no ano passado. “Fica parecendo que estamos criando essa situação”, avaliou.
Por reajuste, médicos cruzam os braços em dez estados
Médicos credenciados em operadoras de planos de saúde interrompem hoje (25), por um período de 24 horas, as consultas e outros
procedimentos eletivos em dez estados – Acre, Bahia, Espírito Santo,
Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa
Catarina e Sergipe. Além desses, haverá paralisação na Paraíba, com
suspensão do atendimento apenas pela manhã, e no Piauí, onde a ação deve
durar 72 horas.
Os atos marcam o Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde. Nos
demais estados, estão previstas manifestações, entre elas uma passeata
na Avenida Paulista, em São Paulo; protestos em frente à sede da
Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), no Rio de Janeiro; e
panfletagem para esclarecimentos na rodoviária de Brasília.
A paralisação vai prejudicar boa parte da população brasileira, já
afetada pela falta de qualidade dos planos de saúde. Em coletiva à
imprensa, o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM),
Aloísio Tibiriçá, estimou que 47 milhões de brasileiros utilizam algum
tipo de plano de saúde, o que representa um total de 25% da população.
Em termos de valores, os planos são responsáveis por cerca de 55% de
tudo o que é gasto com saúde no país, segundo o CFM. “Com um
financiamento desses, era para estar tudo melhor”, disse Tibiriçá. “Mas
essa não é a percepção dos consumidores e dos médicos”, completou.
De acordo com o diretor da Federação Nacional dos Médicos (Fenam),
Márcio Bichara, em torno de 1,2 milhão de pessoas contrataram um plano
de saúde entre dezembro de 2010 e dezembro de 2011. “O país está
crescendo, a economia está crescendo e, cada vez mais, é um anseio da
população ter um plano de saúde. Mas esse plano tem que ser digno,
porque ele não é barato”, disse. “O usuário está sendo enganado quando
compra o plano, porque não tem uma rede adequada para o seu
atendimento”, concluiu.
Segundo o CFM, o crescimento no acesso aos planos de saúde não veio
acompanhado do aumento no número de médicos, leitos e hospitais
credenciados. A situação, de acordo com Aloísio Tibiriçá, faz com que o
tempo médio de espera para uma simples consulta chegue a três semanas.
“Insatisfeitos com os honorários, os médicos estão selecionando ou
deixando os planos de saúde. É menos gente ainda para atender”,
destacou.
Uma proposta de negociação oficial será apresentada amanhã pela
categoria à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Entre os
principais itens estão reajuste anual, multa para atraso no pagamento
dos profissionais de saúde e abertura para negociação com entidades
médicas.
O diretor da Associação Médica de Brasileiro (AMB), José Luiz
Mestrinho, avaliou que o Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde
pode estar se tornando uma realidade repetitiva, já que chegou a
acontecer duas vezes no ano passado. “Fica parecendo que estamos criando
essa situação”, avaliou.