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08 DE DEZEMBRO DE 2022

Após 4 anos de promulgação da lei, rota cicloturística ligará São Paulo a Santos

A rota inicia a partir do km 38 da Rodovia dos Imigrantes até o Rancho da Pamonha. De lá, segue uma trilha de 2 quilômetros até entrar em uma estrada de apoio

Por: Da Redação

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Antiga reivindicação de ciclistas do Estado, a rota cicloturística Márcia Prado, transformada em lei em 2018, após aprovação da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deve finalmente receber obras de implementação.

O projeto está com a entrega prevista para outubro de 2023.

Ele prevê a construção de ciclovias para garantir a ligação da cidade de São Paulo a Santos,

A rota inicia a partir do km 38 da Rodovia dos Imigrantes e segue até o Rancho da Pamonha.

De lá, acessa uma trilha de 2 quilômetros e segue pela estrada de manutenção da Ecovias.

Em troca, a Ecovias ganhou mais 21 dias na concessão do contrato.

Assim, o contrato entre a Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) e a Ecovias, concessionária responsável pela Rodovia dos Imigrantes (SP-160), que receberá as obras, foi publicado no Diário Oficial do dia 4 de outubro.

Rumo ao litoral

De acordo com a publicação,  ciclovias e passarelas de acesso para os ciclistas que descem a Serra do Mar, com destino ao litoral paulista, entre os quilômetros 38 e 42 da Imigrantes, serão edificadas para segurança.

Portanto, segundo a concessionária responsável pela via, as obras proporcionarão maior segurança viária aos ciclistas que acessam o trecho com destino ao litoral.

Dessa forma, isso possibilitará a segregação do trânsito das bicicletas e do tráfego na rodovia.

O prazo para finalização das obras é de 12 meses, o que deve ocorrer em outubro de 2023.

“O projeto foi autorizado pela Artesp e agora haverá uma readequação do trecho para garantir a segurança dos ciclistas”, afirmou o secretário de Estado de Transportes, João Octaviano Neto, durante reunião com a Comissão de Transportes e Comunicações da Alesp.

Márcia Prado

Assim, Márcia Prado, que dá nome à rota, faleceu em 2009 depois de ser atropelada na Capital paulista.

Após o acidente, ela se tornou símbolo na luta por direitos e por mais segurança para ciclistas do Estado de São Paulo.

A ideia de dar o nome da ciclista para a rota partiu de colegas de Márcia que faziam anualmente o Pedal Anchieta.

No evento,  ciclistas tomam as rodovias da cidade de São Paulo e partem em grupo para a Baixada Santista.

Por sua vez, o Pedal Anchieta foi a última viagem que Márcia fez antes de morrer.

No entanto, o evento, que chegou a reunir 50 mil pessoas em 2019 (ocorreu também em 2018), não ocorreu novamente neste ano.

Dessa forma, ele costuma ocorrer no primeiro domingo de dezembro.

Em razão da pandemia, ele não ocorreu em 2020 e 2021.

Mapeamento

Presidente do Instituto BRCiclos e um dos criadores da rota, Andre Pasqualini contou que o mapeamento do trajeto foi feito para buscar maior segurança para quem sai de São Paulo com direção ao litoral.

“Nunca tivemos um acesso ao litoral para quem anda de bicicleta, e o problema era o grande número de ciclistas pelos acostamentos. Por isso pensamos na melhor rota que usasse o mínimo possível da Imigrantes”, disse.

Assim, o grupo passou então a fazer o percurso e buscar apoio do Estado na adequação do trajeto para os ciclistas.

Segundo Pasqualini, hoje a principal reivindicação de quem faz a rota é que o projeto aprovado pela Artesp contemple todo o percurso com segurança e pontos de apoio,  não onerando o ciclista que opte pelo trajeto.

“Essa estrutura não pode ser cobrada”, afirmou.

No entanto, existem dois quilômetros entre o Rancho da Pamonha, no alto da Serra, até o acesso à estrada de manutenção.

Dessa forma, confira o vídeo com a jornalista Renata Falzoni que fala sobre a futura rota e o Pedal Anchieta, que não contou com apoio do governo paulista para sua realização neste ano.

Lei

Com a pressão popular de ciclistas de todo o Estado, os parlamentares da Assembleia Legislativa de São Paulo aprovaram, em 2018, o projeto de autoria do ex-deputado Davi Zaia que deu origem a Lei 16.748/18, que instituiu a rota Márcia Prado.

O então governador Marcio França promulgou a lei.

 

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