Vendas crescem 35,77% e locação tem alta de 23,37% com virada do mercado em SP | Boqnews
Vendas crescem 35,77% e locação tem alta  de 23,37% com virada do mercado em SP

A "virada" de comportamento dos mercados de imóveis usados e de locação residencial de São Paulo aconteceu antes da Virada Cultural que agitou a Capital em abril. A venda de casas e apartamentos em fevereiro cresceu 35,77% e a locação de residências e apartamentos aumentou 23,37% em relação a janeiro. O ano começara com baixa tanto na venda (- 28,56%) quanto na locação (- 5,77%).

Pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP) com 492 imobiliárias da Capital apurou que foram vendidos 240 imóveis usados em fevereiro. Isso fez com que o índice de vendas desse um salto de 35,77%, passando de 0,3593 em janeiro para 0,4878 em fevereiro. Essas mesmas imobiliárias alugaram 1.054 casas e apartamentos, performance que assegurou alta de 23,37% no total de novos contratos ao puxar o índice de locação de 1,7365 em janeiro para 2,1423 em fevereiro.

"O bom desempenho dos dois mercados tem várias causas, como o crescimento da renda das famílias, a permanência dos financiamentos imobiliários e a ausência do Carnaval", afirma José Augusto Viana Neto, presidente do CRECISP. "Como o Carnaval neste ano caiu em março, tivemos em fevereiro maior número de dias úteis disponíveis para a pesquisa e a conseqüente decisão de compra e de locação de imóveis", justifica.

A transformação da "virada" de fevereiro em uma tendência nos próximos meses vai continuar dependente de muitos fatores, como a estabilidade da renda familiar, o crescimento dos empregos e a oferta de crédito imobiliário. Mas o presidente do CRECISP observa que o início da crise na produção de imóveis novos pode beneficiar tanto o mercado de imóveis usados quanto o de locação residencial.

"Há notícias de atrasos em muitas obras de edifícios residenciais na Capital por causa do apagão de mão-de-obra e de materiais, o que cria instabilidade nesse segmento e poderá levar futuros compradores a trocar o imóvel na planta pelo imóvel usado", argumenta. "Os usados, afinal de contas, estão prontos e disponíveis, costumam ter área útil maior e seu preço é menor do que o de um imóvel similar ainda a ser construído".

Apartamentos são os preferidos

A pesquisa CRECISP constatou que não houve mudança em uma preferência dos compradores - os apartamentos foram mais vendidos (68,75%) do que as casas (31,25%) em fevereiro. Em janeiro, a proporção havia sido praticamente idêntica, com 67,78% preferindo apartamentos e 32,22% optando pelas casas.

A média geral dos preços dos imóveis negociados em fevereiro na Capital aumentou 1,04% em relação a janeiro, refletindo o bom desempenho das vendas. Em janeiro, a pesquisa CRECISP registrara queda de 1,4% em relação a dezembro.

Os imóveis mais vendidos em fevereiro foram os de valor superior a R$200 mil, que somaram 73,3% do total de contratos formalizados nas 492 imobiliárias pesquisadas. A maioria dos imóveis foi vendida com financiamento bancário (48,33% dos contratos); as vendas à vista ficaram com o segundo lugar (37,08%); as financiadas pelos proprietários, em terceiro (13,75%); e as efetivadas por meio de consórcios imobiliários em último (0,83%).

Foram apurados com as imobiliárias os preços médios efetivos de venda de 22 tipos de imóveis, dos quais 12 tiveram aumento em relação a janeiro e dez, baixa. O campeão de aumento em fevereiro foi o apartamento de padrão médio com até sete anos de construção e situado em bairros da Zona C, como Bosque da Saúde, Barra Funda e Butantã, entre outros. O aumento foi de 70,39%, com o preço médio do metro quadrado passando de R$3.650,79 em janeiro para R$6.220,40 em fevereiro.

O preço de imóvel usado que mais caiu em fevereiro foi o de apartamentos de padrão standard com tempo de construção variando de 8 a 15 anos e situados na Zona D, que agrupa bairros como Cidade Ademar, Cupecê, Freguesia do Ó, Glicério e Imirim. O preço médio do metro quadrado em fevereiro foi de R$1.914,89 - 36,17% a menos que os R$3.000,00 de janeiro.

Os imóveis usados vendidos em fevereiro na Capital distribuíram-se da seguinte forma entre as cinco zonas de valor que compõem a pesquisa CRECISP: Zona C (34,58%), Zona B (30,83%), Zona D (17,92%), Zona E (8,33%) e Zona A (8,33%).

2 de maio de 2011

Vendas crescem 35,77% e locação tem alta de 23,37% com virada do mercado em SP

A “virada” de comportamento dos mercados de imóveis usados e de locação residencial de São Paulo aconteceu antes da Virada Cultural que agitou a Capital em abril. A venda de casas e apartamentos em fevereiro cresceu 35,77% e a locação de residências e apartamentos aumentou 23,37% em relação a janeiro. O ano começara com baixa tanto na venda (- 28,56%) quanto na locação (- 5,77%).


Pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP) com 492 imobiliárias da Capital apurou que foram vendidos 240 imóveis usados em fevereiro. Isso fez com que o índice de vendas desse um salto de 35,77%, passando de 0,3593 em janeiro para 0,4878 em fevereiro. Essas mesmas imobiliárias alugaram 1.054 casas e apartamentos, performance que assegurou alta de 23,37% no total de novos contratos ao puxar o índice de locação de 1,7365 em janeiro para 2,1423 em fevereiro.


“O bom desempenho dos dois mercados tem várias causas, como o crescimento da renda das famílias, a permanência dos financiamentos imobiliários e a ausência do Carnaval”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do CRECISP. “Como o Carnaval neste ano caiu em março, tivemos em fevereiro maior número de dias úteis disponíveis para a pesquisa e a conseqüente decisão de compra e de locação de imóveis”, justifica.


A transformação da “virada” de fevereiro em uma tendência nos próximos meses vai continuar dependente de muitos fatores, como a estabilidade da renda familiar, o crescimento dos empregos e a oferta de crédito imobiliário. Mas o presidente do CRECISP observa que o início da crise na produção de imóveis novos pode beneficiar tanto o mercado de imóveis usados quanto o de locação residencial.


“Há notícias de atrasos em muitas obras de edifícios residenciais na Capital por causa do apagão de mão-de-obra e de materiais, o que cria instabilidade nesse segmento e poderá levar futuros compradores a trocar o imóvel na planta pelo imóvel usado”, argumenta. “Os usados, afinal de contas, estão prontos e disponíveis, costumam ter área útil maior e seu preço é menor do que o de um imóvel similar ainda a ser construído”.


Apartamentos são os preferidos


A pesquisa CRECISP constatou que não houve mudança em uma preferência dos compradores – os apartamentos foram mais vendidos (68,75%) do que as casas (31,25%) em fevereiro. Em janeiro, a proporção havia sido praticamente idêntica, com 67,78% preferindo apartamentos e 32,22% optando pelas casas.


A média geral dos preços dos imóveis negociados em fevereiro na Capital aumentou 1,04% em relação a janeiro, refletindo o bom desempenho das vendas. Em janeiro, a pesquisa CRECISP registrara queda de 1,4% em relação a dezembro.


Os imóveis mais vendidos em fevereiro foram os de valor superior a R$200 mil, que somaram 73,3% do total de contratos formalizados nas 492 imobiliárias pesquisadas. A maioria dos imóveis foi vendida com financiamento bancário (48,33% dos contratos); as vendas à vista ficaram com o segundo lugar (37,08%); as financiadas pelos proprietários, em terceiro (13,75%); e as efetivadas por meio de consórcios imobiliários em último (0,83%).


Foram apurados com as imobiliárias os preços médios efetivos de venda de 22 tipos de imóveis, dos quais 12 tiveram aumento em relação a janeiro e dez, baixa. O campeão de aumento em fevereiro foi o apartamento de padrão médio com até sete anos de construção e situado em bairros da Zona C, como Bosque da Saúde, Barra Funda e Butantã, entre outros. O aumento foi de 70,39%, com o preço médio do metro quadrado passando de R$3.650,79 em janeiro para R$6.220,40 em fevereiro.


O preço de imóvel usado que mais caiu em fevereiro foi o de apartamentos de padrão standard com tempo de construção variando de 8 a 15 anos e situados na Zona D, que agrupa bairros como Cidade Ademar, Cupecê, Freguesia do Ó, Glicério e Imirim. O preço médio do metro quadrado em fevereiro foi de R$1.914,89 – 36,17% a menos que os R$3.000,00 de janeiro.


Os imóveis usados vendidos em fevereiro na Capital distribuíram-se da seguinte forma entre as cinco zonas de valor que compõem a pesquisa CRECISP: Zona C (34,58%), Zona B (30,83%), Zona D (17,92%), Zona E (8,33%) e Zona A (8,33%).

Da Redação
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