Verão termina atípico no Brasil, explica Somar Metereologia | Boqnews
Verão termina atípico no Brasil, explica Somar Metereologia

No último domingo (21) teve início um nova estação do ano, o outono. O verão terminou bastante atípico. Segundo a Somar Meteorologia, o verão foi influenciado pelo fenômeno La Niña, mas que enfraqueceu em determinados momentos diminuindo seus impactos sobre as Regiões brasileiras.

Em janeiro, por exemplo, as chuvas fortes atingiram boa parte do Norte, Centro-Oeste, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Maranhão, Piauí e Ceará. Em todas as áreas, choveu mais 250mm. Foi neste mês que aconteceu a grande tragédia da região serrana do Rio de Janeiro. Nova Friburgo recebeu um acumulado de 465mm, sendo que entre 11 e 12 de janeiro, choveu 280mm.

Em um mês de janeiro normal, o acumulado não passaria dos 210mm. Com isso, os impactos foram diversos. Na agricultura, a perda foi total na região serrana do Estado. Muitas estradas foram interrompidas, o que provocou o desabastecimento e aumento dos preços dos alimentos na capital.

No Rio Grande do Sul, a situação foi antagônica. Isso porque, de acordo com o meteorologista, Celso Oliveira, a falta de chuva na fronteira com o Uruguai comprometeu as pastagens e o arroz, na outra parte do Estado cidades entraram em Estado de emergência por conta do excesso de chuvas.

Já no mês de fevereiro, as chuvas migraram mais para o Sul do país. Choveu mais de 250mm em boa parte do Estado do Sul, partes de São Paulo, Mato Grosso do Sul. “Essa chuvas beneficiaram ainda mais o desenvolvimento das culturas de verão, porém também houve produtores de soja do Paraná que perderam parte da produção por conta do excesso de umidade”, explica Oliveira.

Na Região Centro-Oeste, o excesso de chuva de Mato Grosso comprometeu a colheita da soja e plantio do milho safrinha.

Agora no mês de em março, o "padrão La Niña" retornou com o término das chuvas no interior da Região Sul, e a volta das invernadas ao Sudeste, Goiás e Bahia e persistência das chuvas fortes em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Região Norte, Maranhão, Piauí e Ceará. Com isso, nesse começo de março a diminuição da chuva no Sul favoreceu atividades de campo, mas também indicou que a estiagem da Campanha está longe de terminar.

No Sudeste, vimos o oito e o oitenta. Quando a chuva parou, parou de vez e, quando ela retornou, não parou mais. Temos cidades que estão registrando chuva e nebulosidade quase que de forma diária há mais de duas semanas. Além disso, no mar, vimos a formação de um fenômeno raro: um ciclone tropical, chamado de Arani, originado entre o Espírito Santo e Bahia.

Em Mato Grosso do Sul, especialmente no norte do Estado, as chuvas fortes submergiram culturas de soja e implicaram em perda total em algumas fazendas.

Outro destaque do fim do verão foi o nível dos rios que aumentou pelo excesso de chuva nos Estados do Tocantins, Pará e Maranhão, obrigando o deslocamento de centenas de famílias.

21 de março de 2011

Verão termina atípico no Brasil, explica Somar Metereologia

No último domingo (21) teve início um nova estação do ano, o outono. O verão terminou bastante atípico. Segundo a Somar Meteorologia, o verão foi influenciado pelo fenômeno La Niña, mas que enfraqueceu em determinados momentos diminuindo seus impactos sobre as Regiões brasileiras.


Em janeiro, por exemplo, as chuvas fortes atingiram boa parte do Norte, Centro-Oeste, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Maranhão, Piauí e Ceará. Em todas as áreas, choveu mais 250mm. Foi neste mês que aconteceu a grande tragédia da região serrana do Rio de Janeiro. Nova Friburgo recebeu um acumulado de 465mm, sendo que entre 11 e 12 de janeiro, choveu 280mm.


Em um mês de janeiro normal, o acumulado não passaria dos 210mm. Com isso, os impactos foram diversos. Na agricultura, a perda foi total na região serrana do Estado. Muitas estradas foram interrompidas, o que provocou o desabastecimento e aumento dos preços dos alimentos na capital.


No Rio Grande do Sul, a situação foi antagônica. Isso porque, de acordo com o meteorologista, Celso Oliveira, a falta de chuva na fronteira com o Uruguai comprometeu as pastagens e o arroz, na outra parte do Estado cidades entraram em Estado de emergência por conta do excesso de chuvas.


Já no mês de fevereiro, as chuvas migraram mais para o Sul do país. Choveu mais de 250mm em boa parte do Estado do Sul, partes de São Paulo, Mato Grosso do Sul. “Essa chuvas beneficiaram ainda mais o desenvolvimento das culturas de verão, porém também houve produtores de soja do Paraná que perderam parte da produção por conta do excesso de umidade”, explica Oliveira.


Na Região Centro-Oeste, o excesso de chuva de Mato Grosso comprometeu a colheita da soja e plantio do milho safrinha.


Agora no mês de em março, o “padrão La Niña” retornou com o término das chuvas no interior da Região Sul, e a volta das invernadas ao Sudeste, Goiás e Bahia e persistência das chuvas fortes em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Região Norte, Maranhão, Piauí e Ceará. Com isso, nesse começo de março a diminuição da chuva no Sul favoreceu atividades de campo, mas também indicou que a estiagem da Campanha está longe de terminar.


No Sudeste, vimos o oito e o oitenta. Quando a chuva parou, parou de vez e, quando ela retornou, não parou mais. Temos cidades que estão registrando chuva e nebulosidade quase que de forma diária há mais de duas semanas. Além disso, no mar, vimos a formação de um fenômeno raro: um ciclone tropical, chamado de Arani, originado entre o Espírito Santo e Bahia.


Em Mato Grosso do Sul, especialmente no norte do Estado, as chuvas fortes submergiram culturas de soja e implicaram em perda total em algumas fazendas.


Outro destaque do fim do verão foi o nível dos rios que aumentou pelo excesso de chuva nos Estados do Tocantins, Pará e Maranhão, obrigando o deslocamento de centenas de famílias.

Da Redação
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