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Opinião

10 DE MAIO DE 2017

Antropofágico

O autor analisa as profissões do futuro e o impacto no cotidiano das pessoas.

Por: Da Redação

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Peço sua atenção para uma reflexão importante e preocupante. Ela afeta a ordem socioeconômica e familiar, sem contar o equilíbrio emocional de nossa sociedade: Acintoso avanço tecnológico. E, esclareço, não sou contra a tecnologia. A cada dia aprendo mais a utiliza-la.

Gandhi, o mahatma, disse que se em cada lar tiver uma roca, haverá sustento.

Realmente o que vemos é a desqualificação frente aos avanços tecnológicos diversos frequentes. Aquilo que nossos pais faziam desapareceu ou está em extinção. Alfaiate, sapateiro, vendedor de livros, encadernador, bordadeira, vendedores de porta-a-porta e outros mais. Pela internet tudo se compra e envia-se pra casa. Antes abria-se uma porta com alvará e recolhia-se a Previdência Social, antigo INSS, na sua própria residência.

Trabalhava-se ouvindo rádio. Tv era pras crianças, durante o dia. Adulto via JN, novela, Chacrinha & Bolinha ou SS. Nas noites de Sexta-feira aquele filme de temática adulta. Futebol era pra todos. Havia hora pra tudo. As famílias se ajudavam prestando serviços umas as outras. As jovens eram baby sister, enquanto desempregadas. Os rapazes iam aprender ofícios. Ocioso constante era raro e sempre punido com a desaprovação da vizinhança.
Mente vazia oficina do Diabo. Clássico dito popular.

Dormir cedo. Acordar cedo. Salvo quando o trabalho exige o inverso.

Respeito, palavra chave. Predominava a ordem. Desordeiros ou se enquadravam ou sumiam para outras bandas.

Agora paliteiro de edifícios. Confinados em pombais e sem comunicação, maioria das vezes, com os vizinhos. Crianças assistem de tudo, pois o Tablet e/ou Celular estão no controle delas. Impõem aquilo que desejam consumir, fruto do marketing que sustenta a web.

Daqui a pouco nem shopping center, nem vendedor presencial, nem trânsito, nem moeda circulante. Tudo virtual. Aliás, já temos assistente virtual do outro lado da linha. Em pouquíssimo tempo, nem telemarketing, frentista, caixa humano. Já nem cobrador há. Pra onde vão esses irmãos? E, nós? Até quando?

Temos que repensar. Impressora 3D, uma das realidades. Da máquina de escrever ao computador houve transição. Daqui pra frente muita virtualização e menos emprego.

Canibalismo econômico. Sem pleno emprego e capacitação profissional, comprometida está a ordem e a progresso.

Profissões do futuro

Antropofagia econômica será nosso apocalipse, caso nada façamos para reverter. Mas como disse acima não sou retrógrado. Eis a seguir o que colhi na Revista LocaWeb #66 (20 profissões do e com futuro).

Destaques: Diretor de Tecnologia, Mecânico de Robôs, Profissional 3D, Cientista de Dados, Gestor de Comunidades (redes sociais, Reclame Aqui e outras plataformas), Condutor de Drones, Especialista em Cloud Computing, Curador Digital, Tecnologia da Informação, Especialista em Realidade Virtual, Desenvolvedor de Software, Advogado em Direito Web, Analista de Tendências, Analista de Moedas Digitais & Trade (mundo das criptomoedas), Gerente de Projetos, Especialista em Experiência de Usuário ou Desenvolvedor UX, entre outras.

Deus nos dê sabedoria. Assim seja!

José Roberto da Silva Vasconcelos.
[email protected]

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