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Costa do Cacau: pequenas lavouras baianas têm ganho destaque no turismo mundial

No total, oito cidades compõem a famosa Costa do Cacau: Canavieiras, Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Maraú, Santa Luzia, Una e Uruçuca

25 de setembro de 2019 - 19:26

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O turismo é carro chefe da economia da Bahia, um dos estados mais incríveis do nosso país.

E é justamente pensando nos viajantes ávidos por novidades que o estado tem buscado diferentes formas de atrair pessoas de todo o mundo para vivências diferenciadas.

Um bom exemplo é a visitação às plantações de cacau, com a possibilidade de degustação da fruta in natura e de produtos fabricados com ela, como licor, chocolate, etc., além de experiências únicas, como colher grãos.

Esse tipo de turismo tem sido possível graças a uma iniciativa que iniciou em 2018 e conta com as pequenas lavouras como parceiras para atrair viajantes e aquecer a economia local.

Batizada de Costa do Cacau, a rota percorre o sul baiano na famosa Estrada do Chocolate, que dispõe de fazendas cacaueiras e guias que falam sobre a produção da fruta (foto), sua importância na fabricação do chocolate e no desenvolvimento local.

 

Experiências

O turista de hoje em dia não quer apenas ver o mundo, quer vivenciá-lo.

São as experiências que trazem fotos que viralizam e memórias felizes.

Pensando nisso, o grande diferencial da Costa do Cacau está justamente na participação do viajante na rotina das lavouras.

Quem visita as plantações conta com a possibilidade de colher o cacau diretamente do pé e também ajudar no beneficiamento da fruta, pisoteando suas sementes para separar a polpa da noz, que será torrada e fermentada para dar origem ao chocolate.

Além disso, outros grandes atrativos da Costa do Cacau são as praias de areia branca e mar azul, os coqueirais, a mata atlântica com sua exuberante fauna e flora, o clima tropical do sul da Bahia e as cidades históricas, tão ricas em cultura e gastronomia típica.

No total, oito cidades compõem a famosa rota cacaueira: Canavieiras, Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Maraú, Santa Luzia, Una e Uruçuca.

 

O litoral baiano reúne encantos que atraem turistas todos os meses do ano. Foto: Divulgação

A importância do cacau

Nativo das Américas e introduzido na África pelos colonizadores portugueses, o cacau só passou a ser plantado oficialmente no Brasil em meados de 1679, transformando a economia do sul baiano.

Por sua vez, a fruta tem grande importância para o país, que já chegou a ser o principal produtor mundial e, hoje, ocupa a 5ª posição, atrás de países africanos, como Costa do Marfim e Gana, e sul-americanos, como o Equador.

No entanto, ainda exportamos mais de 90% da produção interna, sendo que a Bahia se destaca, pois 95% de toda a plantação nacional está no estado.

No passado, as grandes fazendas ficavam nas mãos dos famosos “coronéis”, criando um imaginário popular e uma cultura retratada na maioria dos livros de Jorge Amado e também em novelas, mas hoje o estado conta com pequenos produtores e cooperativas que dividem lucros e dívidas.

 

Natureza: amiga ou inimiga?

O clima é um dos principais indicadores do sucesso – ou fracasso – do cacau.

Ano que tem pouca chuva prejudica a produção, mas favorece a visita de turistas.

Pragas como fungos e a famosa “vassoura de bruxa”, que faz o fruto apodrecer ainda no pé, também são inimigos de quem vive da roça cacaueira.

Nesta luta diária contra a mãe natureza, o turismo da Costa do Cacau surgiu como um alento para muitas famílias, que contam com essa renda para sobreviver.

 

A história do chocolate

As civilizações maia e asteca, que viviam no México, consideravam o cacau uma planta sagrada, enviada pelos deuses.

Além disso, há registros de que em 1.500 a.C. elas já fabricavam um chocolate mais rústico e que dava ao corpo muita energia.

Por sua vez, o chocolate era consumido, principalmente, em forma de uma bebida amarga, feita com as sementes do cacau, e temperada com baunilha, pimenta e especiarias.

Assim, os colonizadores espanhóis levaram a cultura do chocolate para a Europa, introduzindo-o como uma bebida especial, destinada aos nobres e sacerdotes.

No entanto, foi no século XIX que o cacau ganhou a Europa e os EUA, enriquecendo os países produtores e fortalecendo o consumo do chocolate pelo mundo afora.

Além disso, os suíços misturaram o cacau ao leite e ao açúcar para chegar à delícia que conhecemos hoje, mas foram os ingleses que, em 1847, fabricaram a primeira barra da guloseima.

 

Para conhecer mais

Aqueles que desejam se aventurar pela Costa do Cacau podem encontrar informações sobre as principais rotas e atrativos turísticos da região na internet, em especial nos sites oficiais das cidades participantes da iniciativa.

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