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Programa Televida oferece atendimentos aos idosos

Com uma pulseira no braço, idoso pode acionar o botão de emergência e entrar em contato com a central de apoio

18 de dezembro de 2015 - 08:00

Rodrigo Bertolino

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televidaOs idosos que vivem sozinhos estão mais propensos a terem algum tipo de adversidade em relação a quedas, alterações na pressão arterial, mal- estares, entre outros problemas. Essa questão fica ainda mais séria quando essas pessoas precisam de primeiros socorros e não possuem ninguém próximo.

Pensando nisso, a Prefeitura de Santos disponibiliza um programa de teleassistência onde monitora por 24h os idosos cadastrados, o Televida. O funcionamento é simples: o indivíduo participante terá uma pulseira com um botão para acionar em caso de emergência. A partir do sinal dado, ocorre o contato com a central, que retorna a ligação por viva-voz.

Caso o idoso não responda a chamada, o serviço de emergência avisa um grupo de até cinco pessoas próximas ao idoso, pré-cadastradas junto à ficha do Televida. Se for necessário, a ambulância será acionada. O atendente só encerra os procedimentos quando o indivíduo da terceira idade for contatado ou resgatado. O coordenador de atendimento domiciliar da Prefeitura, Devanir Paz, explica que o programa tem papel importante no dia a dia dessas pessoas com faixa etária avançada. “O idoso sozinho cria um ambiente de vulnerabilidade. Ele cai, se machuca e muitas vezes não tem força para pedir socorro. Com o Televida, as chances dele ter ajuda rápida aumentam”.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Santos é uma das cidades com mais idosos no país. Cerca de 80 mil pessoas pertencem à terceira idade. Em média, um em cada cinco santistas já passou dos 60 anos.

O Televida existe desde 2013, começando por uma fase experimental de 50 cadastrados. Atualmente, o projeto foi ampliado para 250 vagas. No entanto, apenas 100 estão ocupadas.  Para o coodernador, aumentar mais o projeto ainda está em fase de estudos. “Hoje temos 150 vagas para serem preenchidas. Se detectarmos que estamos tendo uma demanda reprimida, vamos estudar o aumento. Tudo depende da necessidade”.

Cadastramento
Para ingressar no programa de teleassistência, a pessoa precisa morar sozinha, ter mais de 60 anos, possuir uma doença crônica – como diabetes e hipertensão – e residir em Santos. É necessário também que o idoso esteja por pelo menos seis meses cadastrado e em atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde). De acordo com a Secretaria de Saúde de Santos, um terço dos atendimentos em prontos-socorros municipais é proveniente de acidentes em vítimas nesta faixa etária. O munícipe interessado em se cadastrar precisa ir à Policlínica mais próxima de sua residência.

Pulseira
O coordenador cita a praticidade da pulseira como fator positivo para os cadastrados. “É extremamente leve. É parecido com um relógio e tem apenas um botão”, ressaltou. De acordo com Paz, quando a bateria do objeto está fraca, é mandado um sinal para a central e um técnico agenda a manutenção com o portador da pulseira.

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