Saúde

Anotia e Microtia: Entenda Causas e Conheça Tratamento

A anotia e a microtia ocorrem ainda na vida intrauterina. Saiba esses quadros e a respeito da cirurgia de reconstrução da orelha, acesse.

04 de junho de 2021 - 18:55

Da Redação

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A anotia é uma anomalia congênita em que a parte externa da orelha está totalmente ausente, por isso, a cirurgia de reconstrução da orelha, por vezes, é procurada pelos pacientes acometidos.

A anotia e a microtia não estão relacionadas a fatores de riscos, no entanto, ambas condições podem ocorrer de forma simultânea com uma série de outras síndromes congênitas e anomalias craniofaciais, dessa forma, recomenda-se que os pacientes sejam avaliados por uma equipe multidisciplinar.

Tanto a anotia quanto a microtia ocorrem ainda no período fetal, durante a formação das orelhas na vida intrauterina.

Não existem razões claras para seu aparecimento, mas ambas condições podem estar associadas a falhas genéticas e até mesmo ao uso de alguns medicamentos durante a gestação.

 

Confira as diferenças entre anotia e microtia

 

Diferença entre Anotia e Microtia

Ao contrário da anotia, em que há ausência total da orelha, os quadros de microtia apresentam ausência parcial da orelha e são divididos em graus.

Graus da microtia

● Microtia Grau I: Canal auditivo normal, mas pavilhão auricular anormal;
● Microtia Grau II: Orelha com desenvolvimento parcial, canal auditivo estenosado e perda auditiva considerável;
● Microtia Grau III: Pavilhão auricular, canal auditivo e tímpano ausentes;
● Microtia Grau IV: Ausência completa da orelha e do canal auditivo. Também conhecida como anotia.

Vale ressaltar que a cirurgia de reconstrução da orelha também pode ser realizada nos casos em que as deformidades são adquiridas como, por exemplo, em situações de traumas, acometimentos por tumores e enfermidades capazes de destruir as orelhas.

Tratamentos

Caso seja de desejo do paciente, os tratamentos para microtia e anotia podem incluir a cirurgia reparadora.

No procedimento de reconstrução das orelhas são retiradas três cartilagens da costela. As cartilagens costais são modeladas e esculpidas para em seguida serem alocadas para a região da mastóide.

Seja para a reconstrução total da orelha ou reconstrução parcial, é importante que o procedimento seja realizado na idade adequada para que o órgão tenha se desenvolvido completamente e haja quantidade suficiente de cartilagem costal para retirada.

Parte da reabilitação auditiva é feita por aparelhos auditivos que fazem a transdução do som pelo osso (próteses ancoradas).

Após a cirurgia para reconstrução da orelha, o paciente pode ainda realizar o uso de aparelhos auditivos.

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