Autonomia para os movimentos
Dentro das inovações tecnológicas desenvolvidas pela área da Medicina, uma das buscas constantes dos ortopedistas é a devolução da autonomia dos movimentos a pacientes que sofrem de lesões físicas, musculares ou neurológicas.
A cada lançamento de novos equipamentos, a esperança de que a independência seja alcançada se renova, mas neste cenário é importante ressaltar que todo e qualquer movimento executado pelo corpo depende das atividades cerebrais.
Segundo o ortopedista e mestre em Ortopedia Infantil, Marcus Vinícius Moreira, a primeira explicação que precisa ficar clara, tanto para o paciente como para a família, é que os movimentos dependem do cérebro para acontecer. “Existem pacientes que sofrem seqüelas derivadas de doenças graves, mas que afetam mais o cérebro do que o corpo. Neste caso fica difícil devolver os movimentos, pois o cérebro já não executa mais a tarefa de comandar a movimentação”, explica.
Entre os exemplos, Moreira cita o físico inglês e autor da obra O Universo numa casca de noz, Stephen Hawking. Hawking sofre de doença degenerativa que paralisa os músculos, sem afetar as funções cerebrais. “Nas situações onde o cérebro permanece inalterado, é possível utilizar alguns aparelhos que devolvam parte das funções afetadas”.
Problemas como o mielomeningocelo, caracterizado por alterações musculares nas pernas de bebês antes do nascimento, causam fraqueza e impedem que a criança caminhe sozinha. A situação, porém, pode ser amenizada com o auxílio de equipamentos apropriados.
Apesar das novidades nesta área parecerem a solução perfeita para ultrapassar determinadas dificuldades, o valor destes equipamentos geralmente é elevado e alguns dos aparelhos importados disponíveis no mercado nacional custam aproximadamente R$ 20 mil.
Prótese
Quem sofre alguma amputação também pode contar com estas novidades, mas precisa estar ciente de que elas tentam se aproximar ao máximo das funções normais exercidos pelo membro ausente.
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| Oscar Pistorius – Atleta sul-africano |
“O médico indica a prótese com o objetivo de amenizar as dificuldades do paciente e os novos aparelhos tentam fazer o que o corpo fazia naturalmente. O que muda são os materiais utilizados”, explica Moreira.
Entretanto, é importante ressaltar, conforme lembra o ortopedista, que a cirurgia para a retirada do membro deve ser feita de forma a preparar adequadamente o local que vai receber a prótese para evitar incômodos.
Custo
Mas o fator determinante para o custo é a necessidade do paciente. “Existem próteses de última geração, feitas com fibra de carbono, mas que são indicadas em casos específicos, onde o paciente quer, por exemplo, ser um paraatleta. Se a pessoa busca algo que contribua apenas para sua reabilitação, sem grandes esforços, o equipamento tem um custo menor, pois envolve menos tecnologia”, afirma.
