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27 DE OUTUBRO DE 2008

Autonomia para os movimentos

Dentro das inovações tecnológicas desenvolvidas pela área da Medicina, uma das buscas constantes dos ortopedistas é a devolução da autonomia dos movimentos a pacientes que sofrem de lesões físicas, musculares ou neurológicas. A cada lançamento de novos equipamentos, a esperança de que a independência seja alcançada se renova, mas neste cenário é importante ressaltar que […]

Por: Da Redação

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Dentro das inovações tecnológicas desenvolvidas pela área da Medicina, uma das buscas constantes dos ortopedistas é a devolução da autonomia dos movimentos a pacientes que sofrem de lesões físicas, musculares ou neurológicas.

A cada lançamento de novos equipamentos, a esperança de que a independência seja alcançada se renova, mas neste cenário é importante ressaltar que todo e qualquer movimento executado pelo corpo depende das atividades cerebrais.



Segundo o ortopedista e mestre em Ortopedia Infantil, Marcus Vinícius Moreira, a primeira explicação que precisa ficar clara, tanto para o paciente como para a família, é que os movimentos dependem do cérebro para acontecer. “Existem pacientes que sofrem seqüelas derivadas de doenças graves, mas que afetam mais o cérebro do que o corpo. Neste caso fica difícil devolver os movimentos, pois o cérebro já não executa mais a tarefa de comandar a movimentação”, explica.

Entre os exemplos, Moreira cita o físico inglês e autor da obra O Universo numa casca de noz, Stephen Hawking. Hawking sofre de doença degenerativa que paralisa os músculos, sem afetar as funções cerebrais. “Nas situações onde o cérebro permanece inalterado, é possível utilizar alguns aparelhos que devolvam parte das funções afetadas”.

Problemas como o mielomeningocelo, caracterizado por alterações musculares nas pernas de bebês antes do nascimento, causam fraqueza e impedem que a criança caminhe sozinha. A situação, porém, pode ser amenizada com o auxílio de equipamentos apropriados.

Apesar das novidades nesta área parecerem a solução perfeita para ultrapassar determinadas dificuldades, o valor destes equipamentos geralmente é elevado e alguns dos aparelhos importados disponíveis no mercado nacional custam aproximadamente R$ 20 mil.

Prótese

Quem sofre alguma amputação também pode contar com estas novidades, mas precisa estar ciente de que elas tentam se aproximar ao máximo das funções normais exercidos pelo membro ausente.







Oscar Pistorius - Atleta sul-africano
Oscar Pistorius – Atleta sul-africano


“O médico indica a prótese com o objetivo de amenizar as dificuldades do paciente e os novos aparelhos tentam fazer o que o corpo fazia naturalmente. O que muda são os materiais utilizados”, explica Moreira.
Entretanto, é importante ressaltar, conforme lembra o ortopedista, que a cirurgia para a retirada do membro deve ser feita de forma a preparar adequadamente o local que vai receber a prótese para evitar incômodos.

Custo

Mas o fator determinante para o custo é a necessidade do paciente. “Existem próteses de última geração, feitas com fibra de carbono, mas que são indicadas em casos específicos, onde o paciente quer, por exemplo, ser um paraatleta. Se a pessoa busca algo que contribua apenas para sua reabilitação, sem grandes esforços, o equipamento tem um custo menor, pois envolve menos tecnologia”, afirma.

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