Terceira Idade

Casas de repouso devem ser entendidas como lares para idosos

O apoio da família, vontade e a decisão do idoso em viver em casas de repouso devem ser considerados para que a ideia de asilo seja substituída por um lar

29 de novembro de 2017 - 18:13

Da Assessoria

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Casas de repouso devem ser considerados verdadeiros lares, garantindo conforto, higiene e respeito. Foto: Divulgação

Nem todas as famílias têm condições de cuidar de seus idosos em casa por questões diversas.

Casas de repouso para idosos têm sido cada vez mais procuradas em prol da garantia de bem-estar que os serviços sérios e regulados podem oferecer.

Diante de uma população idosa que cresce a cada dia – estudo das Nações Unidas aponta que as pessoas acima de 60 anos podem representar 23,5% da população brasileira daqui a 24 anos – esse tipo de serviço tende a ser tornar mais comum.

Porém, quando se fala em casas de repouso, não raro há polêmica e entendimento de que são locais onde os entes mais velhos são abandonados.

Porém, é necessário pensar em casas de repouso como lares para os idosos e não ambientes onde os mais velhos serão deixados sem os cuidados necessários.

Para isso, o apoio da família, a vontade e a decisão do idoso em viver numa casa de repouso devem ser levados em conta para que a ideia de asilo seja substituída pela ideia de um verdadeiro lar.

 

Desmitificando as casas de repouso

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) os denomina como Lares de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI).

E ainda determina por meio da resolução RDC 283/2005 as normas de funcionamento dessas instituições.

O objetivo é garantir boas condições sanitárias, segurança, alimentação adequada, visitação, acompanhamento profissional e o bem-estar geral do idoso.

A casa de repouso para idosos não é necessariamente uma clínica geriátrica ou necessariamente um local em que estão os idosos que precisam cuidados permanentes.

Portanto, a primeira cautela que se deve ter na hora de escolher um lar para um ente querido é avaliar se o futuro morador é um idoso saudável, com autonomia.

E também que não necessite de cuidados médicos constantes ou medicação e assistência à saúde ininterrupta.

Instituições de longa permanência são lares e não clínicas geriátricas.

 

O que levar em conta ao escolher uma casa de repouso?

O aspecto mais importante no momento da escolha é verificar se a instituição está cadastrada e licenciada na Vigilância Sanitária do município para funcionar.

No caso de casas de repouso em SP, é possível verificar a situação do lar na Vigilância de Serviços de Interesse da Saúde da Prefeitura de São Paulo.

Em termos de instalações, todos os espaços devem estar adequados ou adaptados às possíveis dificuldades e limitações dos idosos.

A casa de repouso deve ser um lar seguro, especialmente para evitar quedas.

Por isso, tapetes não são indicados, pois podem escorregar ou significar obstáculos.

Por outro lado, corrimãos são de suma importância, para garantir equilíbrio em corredores, escadas, rampas e áreas externas.

Nos banheiros, barras de proteção previnem quedas comuns em pisos molhados ou escorregadios.

Nas janelas, também é importante manter telas de segurança.

A manutenção do local também precisa estar evidente.

Paredes limpas e pintadas, sem sinais de mofo ou infiltrações, mostram que o local passa por constantes cuidados.

Odores fortes e sinais de sujeira nas roupas de cama são claros motivos para evitar deixar seu ente querido.

A alimentação é outro importante cuidado que se deve ter no momento de contratar uma casa de repouso.

 

Seis refeições diárias

Segundo a norma da Anvisa, a casa de repouso para idosos deve oferecer pelo menos seis refeições diárias.

O acompanhamento de um nutricionista na elaboração do cardápio é mais do que aconselhável.

O número de cuidadores deve ser adequado.

De acordo com a norma da Anvisa, em uma instituição onde os idosos são mais dependentes, deve haver um cuidador para cada seis idosos.

É importante verificar também se a instituição de longa permanência conta com um responsável técnico com nível superior.

Como não se trata de um serviço de saúde, não há obrigatoriedade de ser um médico ou enfermeiro.

As visitas de parentes e amigos devem estar sempre liberadas.

As visitações devem ser aproveitadas também para avaliar o local e tirar dúvidas sobre o atendimento prestado no dia a dia.

As casas de repouso devem fazer um controle periódico das incidências de doenças, desidratação e desnutrição de seus moradores.

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