A maioria das mulheres sofre de incômodos e desconfortos durante o período menstrual. Um sintoma comum é a cólica, porém é necessário estar atenta, pois muitas vezes as dores não estão ligadas apenas à menstruação, mas pode estar associada a doenças modernas como a endometriose.
O endométrio é uma camada que reveste a parte interna do útero. É lá que o óvulo fecundado se instala. Quando isto não acontece, parte do endométrio é eliminada durante a menstruação, algo que renova-se a cada ciclo.
Em alguns casos, ao invés de serem expelidas, essas células migram no sentido oposto, alcançando a cavidade pélvica e abdominal. Lá, voltam a se multiplicar e sangram. Esse sangramento é o responsável por grande parte dos sintomas da doença, como as fortes cólicas, podendo impossibilitar a prática de atividades comuns, dor durante as relações sexuais, dores e sangramentos intestinais e urinários durante a menstruação, e infertilidade.
Apesar de muitos estudos sobre o assunto, ainda não existe uma causa determinada. Porém, a doença pode se apresentar de formas distintas, como a endometriose profunda, uma forma avançada da doença, que pode acometer inclusive o intestino. Há também a endometriose ovariana, onde as células endometriais alojam-se dento de pequenos cistos no ovário. Com o passar do tempo, eles enchem de sangue e podem passar a tamanhos surpreendentes, causando inclusive a infertilidade.
Existem também as formas raras da doença. Uma delas é chamada septo reto-vaginal, que acomete o tecido que fica entre o reto e a vagina. A outra é a endometriose pulmonar. Ainda não se sabe como as células podem chegar tão longe. Um dos sintomas é a tosse com sangue durante o fluxo menstrual.
As formas mais comuns são a peritoneal, que acomete o peritônio, a membrana que recobre a pelve e os órgãos pélvicos e abdominais, e a endometriose de parede, que aparece após cirurgias, como cesarianas, histerectomia e miomectomia.
O diagnóstico da doença é feito comumente por meio de uma microcirurgia chamada videolaparoscopia, que é minimamente invasiva e serve para diagnóstico e tratamento. Também serve para tratar doenças como cistos e miomas. A suspensão da menstruação com a utilização de medicamentos também é uma opção. Não há qualquer relação da doença com o câncer.
Fortes dores
A professora de educação infantil, Vania Marques Rodrigues, de 46 anos, foi diagnosticada com endometriose em 2000. Vania conta que a desconfiança de que algo não estava normal começou quando passou a ter fortes cólicas e dores na região pélvica, mesmo fora do período menstrual.
A professora procurou um médico, que após realizar uma ultrassom percebeu um cisto que somado aos sintomas sugeria a doença. “Nunca tinha ouvido falar em endometriose. Então meu médico explicou com detalhes o que era e então me encaminhou para a cirurgia diagnóstica”.
Após realizar a videolaparoscopia que identificou a doença, ela iniciou o tratamento com uma medicação que induzia a menopausa precoce durante seis meses. Esse medicamento causou-lhe efeitos colaterais como queda de cabelo, enfraquecimento das unhas, inchaço, calores ofegantes e depressão, além de tomar anticoncepcional para não menstruar.
Em 2002, a professora, que já tinha uma filha de 10 anos, tentou engravidar novamente, sem sucesso. Foi necessário realizar uma nova videolaparoscopia, mais seis meses de tratamento com um outro medicamento, que desta vez não causou tantos efeitos colaterais, apenas a menopausa precoce.
Vania também fez uso do DIU (dispositivo intrauterino, colocado cirurgicamente na cavidade uterina, muito usado como método contraceptivo) por 5 anos, para suspender sua menstruação. Atualmente, ela está no climatério, por isso, não é necessário o uso de medicamentos, mas apenas os exames rotineiros.
A maioria das mulheres sofre de incômodos e desconfortos durante o período menstrual. Um sintoma comum é a cólica, porém é necessário estar atenta, pois muitas vezes as dores não estão ligadas apenas à menstruação, mas pode estar associada a doenças modernas como a endometriose.
O endométrio é uma camada que reveste a parte interna do útero. É lá que o óvulo fecundado se instala. Quando isto não acontece, parte do endométrio é eliminada durante a menstruação, algo que renova-se a cada ciclo.
Em alguns casos, ao invés de serem expelidas, essas células migram no sentido oposto, alcançando a cavidade pélvica e abdominal. Lá, voltam a se multiplicar e sangram. Esse sangramento é o responsável por grande parte dos sintomas da doença, como as fortes cólicas, podendo impossibilitar a prática de atividades comuns, dor durante as relações sexuais, dores e sangramentos intestinais e urinários durante a menstruação, e infertilidade.
Apesar de muitos estudos sobre o assunto, ainda não existe uma causa determinada. Porém, a doença pode se apresentar de formas distintas, como a endometriose profunda, uma forma avançada da doença, que pode acometer inclusive o intestino. Há também a endometriose ovariana, onde as células endometriais alojam-se dento de pequenos cistos no ovário. Com o passar do tempo, eles enchem de sangue e podem passar a tamanhos surpreendentes, causando inclusive a infertilidade.
Existem também as formas raras da doença. Uma delas é chamada septo reto-vaginal, que acomete o tecido que fica entre o reto e a vagina. A outra é a endometriose pulmonar. Ainda não se sabe como as células podem chegar tão longe. Um dos sintomas é a tosse com sangue durante o fluxo menstrual.
As formas mais comuns são a peritoneal, que acomete o peritônio, a membrana que recobre a pelve e os órgãos pélvicos e abdominais, e a endometriose de parede, que aparece após cirurgias, como cesarianas, histerectomia e miomectomia.
O diagnóstico da doença é feito comumente por meio de uma microcirurgia chamada videolaparoscopia, que é minimamente invasiva e serve para diagnóstico e tratamento. Também serve para tratar doenças como cistos e miomas. A suspensão da menstruação com a utilização de medicamentos também é uma opção. Não há qualquer relação da doença com o câncer.
Fortes dores
A professora de educação infantil, Vania Marques Rodrigues, de 46 anos, foi diagnosticada com endometriose em 2000. Vania conta que a desconfiança de que algo não estava normal começou quando passou a ter fortes cólicas e dores na região pélvica, mesmo fora do período menstrual.
A professora procurou um médico, que após realizar uma ultrassom percebeu um cisto que somado aos sintomas sugeria a doença. “Nunca tinha ouvido falar em endometriose. Então meu médico explicou com detalhes o que era e então me encaminhou para a cirurgia diagnóstica”.
Após realizar a videolaparoscopia que identificou a doença, ela iniciou o tratamento com uma medicação que induzia a menopausa precoce durante seis meses. Esse medicamento causou-lhe efeitos colaterais como queda de cabelo, enfraquecimento das unhas, inchaço, calores ofegantes e depressão, além de tomar anticoncepcional para não menstruar.
Em 2002, a professora, que já tinha uma filha de 10 anos, tentou engravidar novamente, sem sucesso. Foi necessário realizar uma nova videolaparoscopia, mais seis meses de tratamento com um outro medicamento, que desta vez não causou tantos efeitos colaterais, apenas a menopausa precoce.
Vania também fez uso do DIU (dispositivo intrauterino, colocado cirurgicamente na cavidade uterina, muito usado como método contraceptivo) por 5 anos, para suspender sua menstruação. Atualmente, ela está no climatério, por isso, não é necessário o uso de medicamentos, mas apenas os exames rotineiros.