Ciência

Cientistas da USP estudam o colostro na primeira semana de vida dos bebês

Cientistas da USP analisam o papel do colostro, presente no leite materno, na primeira semana de vida dos recém-nascidos.

14 de maio de 2019 - 14:34

Fabiana Mariz/Jornal da USP

Da Redação

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Entender como o colostro age na formação da microbiota de bebês prematuros.

Este foi um dos objetivos de pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP com crianças internadas em dois hospitais na cidade de São Paulo.

Por meio da coleta de amostras de saliva e fezes, os cientistas analisaram quais bactérias estão presentes no organismo de crianças que consumiram leite materno logo nos primeiros dias de vida.

Nesta série de três vídeos, os pesquisadores detalham os resultados do estudo.

“Já sabemos que o leite materno é importante para os bebês”, explica Carla Taddei, coordenadora do estudo.

“Mas a ideia era entender o mecanismo de ação do colostro nos neonatos.”

Colostro é o primeiro leite secretado pela mãe nos primeiros sete dias depois do parto. Já a microbiota é o conjunto de microrganismos, principalmente bactérias, que habitam o corpo humano.

Quando o bebê nasce com menos de 37 semanas de gestação, geralmente vai para a UTI e, por isso, a mãe não consegue amamentá-lo. Toda a alimentação é feita por sonda.

Alguns hospitais fazem uso da colostroterapia para aumentar a imunidade da criança.

A terapia consiste em pingar três gotinhas de colostro, a cada três horas, na boca do recém-nascido. “O objetivo do estudo foi avaliar a eficácia desse tratamento”, explica Carla.

No Brasil, aproximadamente 10% dos bebês nascem antes do tempo, segundo dados do Ministério da Saúde.

Leite humano pasteurizado

As mães que ainda não conseguem ordenhar o próprio leite podem recorrer aos mais de 200 Bancos de Leite Humano distribuídos em todo o País.

“Mas ainda há muitos mitos a serem derrubados em relação à qualidade do leite doado”, relata Carla.

“Por isso, decidimos abrir outra frente de trabalho e analisar se o leite das doadoras também traz benefícios aos bebês.”

O que os cientistas queriam entender era se a pasteurização – processo térmico que inativa bactérias nocivas à saúde – mantinha as propriedades nutricionais do colostro.

“Os resultados foram surpreendentes”, comemora.

 

Vídeo

Confira o vídeo da TV USP.

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