Crianças são as mais atingidas por meningites | Boqnews
Crianças são as mais atingidas por meningites
Os bebês e as crianças menores pertencem à faixa etária mais propensa a adquirir meningite – inflamação das meninges - membranas protetoras do cérebro. A maior sensibilidade ocorre porque o sistema respiratório do bebê ainda está em formação assim como o sistema imunológico das crianças menores. A meningite pode ser causada por vírus, fungos e até mesmo vermes. As virais têm evolução benigna, sem consequências mais danosas. Já as bacterianas são as que apresentam gravidade, taxas elevadas de mortalidade e diversas sequelas. Há três tipos de bactérias que causam a maior parte das meningites: o pneumococo, o hemofilus e os meningococos. Os meningococos são facilmente disseminados pelas vias respiratórias e causam surtos epidêmicos devido ao contágio. Essas infecções precisam ser identificadas e tratadas rapidamente, pois podem matar ou deixar sequelas, como surdez e complicações neurológicas. Alguns casos recentes de meningite bacteriana na Região Metropolitana de São Paulo estão preocupando as autoridades de saúde. As vacinas, disponíveis para a maior parte desses agentes infecciosos, impõem-se como recurso fundamental para a prevenção. O Prof. Dr. Paulo Taufi Maluf Júnior, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e do Hospital Sírio-Libanês, explica que os principais sintomas da meningite são dor de cabeça, febre, confusão mental e rigidez na nuca (que nem sempre aparece). Em crianças pequenas, é preciso ficar alerta porque sinais clássicos da doença nem sempre se manifestam, e deve-se dar importância a outros detalhes, como sonolência excessiva, irritabilidade, ponto vermelho na conjuntiva do olho ou no corpo, manchas roxas e pontos como se fossem picadas de pulga, vômitos, febre alta, torpor com perda de força muscular e recusa de alimentos. O diagnóstico ocorre pelo exame do líquor, líquido que banha o sistema nervoso. “A transmissão da meningite ocorre quando gotas de saliva da pessoa infectada entram em contato com as mucosas do nariz ou da boca de um indivíduo saudável. Pode ser por meio de tosse, espirro ou pelo contato com locais contaminados. Portanto, ambientes com muita gente e pouca circulação de ar facilitam o contágio da doença que se espalha mais durante o inverno”, esclarece o pediatra. O médico enfatiza que a melhor forma de prevenir a meningite é manter a caderneta de vacinação em dia. As vacinas de meningite disponíveis na rede pública são: pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, e pentavalente. Já na rede privada, para crianças são oferecidas a pneumocócica 13 valente, a meningocócica A, C, W, Y, e a pentavalente. Outras dicas de prevenção da meningite são: lavar bem as folhas das verduras, manter as mãos sempre limpas e nunca pegar na mão um caracol africano, porque o molusco transmite a meningite ocasionada por parasita.
27 de agosto de 2014

Crianças são as mais atingidas por meningites

Os bebês e as crianças menores pertencem à faixa etária mais propensa a adquirir meningite – inflamação das meninges – membranas protetoras do cérebro. A maior sensibilidade ocorre porque o sistema respiratório do bebê ainda está em formação assim como o sistema imunológico das crianças menores.

A meningite pode ser causada por vírus, fungos e até mesmo vermes. As virais têm evolução benigna, sem consequências mais danosas. Já as bacterianas são as que apresentam gravidade, taxas elevadas de mortalidade e diversas sequelas. Há três tipos de bactérias que causam a maior parte das meningites: o pneumococo, o hemofilus e os meningococos. Os meningococos são facilmente disseminados pelas vias respiratórias e causam surtos epidêmicos devido ao contágio.

Essas infecções precisam ser identificadas e tratadas rapidamente, pois podem matar ou deixar sequelas, como surdez e complicações neurológicas. Alguns casos recentes de meningite bacteriana na Região Metropolitana de São Paulo estão preocupando as autoridades de saúde. As vacinas, disponíveis para a maior parte desses agentes infecciosos, impõem-se como recurso fundamental para a prevenção.

O Prof. Dr. Paulo Taufi Maluf Júnior, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e do Hospital Sírio-Libanês, explica que os principais sintomas da meningite são dor de cabeça, febre, confusão mental e rigidez na nuca (que nem sempre aparece). Em crianças pequenas, é preciso ficar alerta porque sinais clássicos da doença nem sempre se manifestam, e deve-se dar importância a outros detalhes, como sonolência excessiva, irritabilidade, ponto vermelho na conjuntiva do olho ou no corpo, manchas roxas e pontos como se fossem picadas de pulga, vômitos, febre alta, torpor com perda de força muscular e recusa de alimentos. O diagnóstico ocorre pelo exame do líquor, líquido que banha o sistema nervoso.

“A transmissão da meningite ocorre quando gotas de saliva da pessoa infectada entram em contato com as mucosas do nariz ou da boca de um indivíduo saudável. Pode ser por meio de tosse, espirro ou pelo contato com locais contaminados. Portanto, ambientes com muita gente e pouca circulação de ar facilitam o contágio da doença que se espalha mais durante o inverno”, esclarece o pediatra.

O médico enfatiza que a melhor forma de prevenir a meningite é manter a caderneta de vacinação em dia. As vacinas de meningite disponíveis na rede pública são: pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, e pentavalente. Já na rede privada, para crianças são oferecidas a pneumocócica 13 valente, a meningocócica A, C, W, Y, e a pentavalente.

Outras dicas de prevenção da meningite são: lavar bem as folhas das verduras, manter as mãos sempre limpas e nunca pegar na mão um caracol africano, porque o molusco transmite a meningite ocasionada por parasita.

Da Redação
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