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Cuidado com o calor

O calor incessante que tem sido visto nas últimas semanas não faz efeito apenas nos seres humanos. Os animais também…

12 de fevereiro de 2010 - 18:35

Da Redação

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O calor incessante que tem sido visto nas últimas semanas não faz efeito apenas nos seres humanos. Os animais também sofrem com as altas temperaturas, e precisam de atenções e cuidados específicos para não terem problemas. Segundo o veterinário Rogério Patrinhani, enfermidades resultantes do forte calor tem efeitos semelhantes aos causadosm em humanos nos animais, e bichinhos que sofram com algum problema de origem fisiológica são os mais propensos a complicações.

“Os animais com problemas renais, por exemplo, têm essas dificuldades agravadas com a desidratação do verão, então é necessário atenção”, explica. Segundo ele, é importante atentar também a animais que possuem algum tipo de complicação circulatória.



“O aumento da temperatura aumenta a dilatação dos vasos. Com isso, quanto maior a pressão, maior também a pressão intracraniana, que pode até provocar um AVC (Acidente vascular cerebral) no bichinho”, adiciona.

Como na maioria dos seres vivos, quanto maior a idade, maiores são os cuidados com a saúde. Com os animais não é diferente, e, no caso, há um dificultador: os bichinhos mais idosos têm tendência a ingerir menos água que o normal. “Isso é complicado, já que a água fresca é necessária e, aliás, deve ser trocada várias vezes ao dia, até, se necessário, com um pedra de gelo”, avalia Patrinhani. Além da água, é importante evitar possíveis choques térmicos, com a mudança do animal de um lugar a outro da casa.

“Caso haja essa troca constante de local, seja para ficar com o animal ou para levá-lo para fazer as necessidades, isso pode desregular a temperatura do corpo do animal”, acrescenta.”O bichinho deve ter uma certa liberdade para se locomover. Ele sente quando está sendo incomodado pelo clima, e, naturalmente, muda de lugar”, explica, dando, ainda, a dica de se umidecer toalhas e colocá-las sobre o corpo do animal.

Patrinhani avisa também que o dono deve evitar andar com o animal pela rua entre as 10 e 15 horas, no chamado horário de pico do sol. “Não somente pelo calor, mas porque pode-se ter problemas com patas queimadas, pelo contato com o solo, já que o cachorrinho, por exemplo, não usa tênis ou sapatos como nós”, lembra. Da mesma forma, alerta para a decisão pela tosa. “O pelo é a proteção do animal, então, em caso de tosa, nesse calor, é importante o dono lembrar de passar filtro solar específico no corpo do bichinho”, adiciona.

Aves
No caso de quem tem alguma ave de estimação, os cuidados deve ser redobrados. “Elas são muito mais sensíveis, e propensas a doenças cardíacas”, explica Rogério Patrinhani. “Qualquer alteração de pressão pode levar a ave a infartar”, completa.

As recomendações são as de que se evitem os cobertores nas gaiolas (colocados geralmente à noite, para proteção) e que as mesmas não fiquem próximas a janelas ou paredes diretamentes voltadas à luz do sol, para que o contato com o calor seja mínimo.

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