Uma em cada 5 verduras e legumes descartadas em feira está boa para consumo
Um estudo realizado em Santos, com resíduos descartados em uma feira livre próxima ao Orquidário Municipal, no José Menino ganhou prêmio do Governo do Estado de São Paulo.
Voltado ao combate à fome e à promoção da segurança alimentar, o trabalho da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Seman), por meio do Programa Composta Santos, foi o vencedor da categoria Melhor Pesquisa Científica do Prêmio Josué de Castro, promovido pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento.
A pesquisa ocorreu na feira livre que acontece todas as quartas-feiras nas proximidades do Orquidário de Santos.
A equipe analisou os resíduos descartados pelos feirantes.
Dessa forma, constatou que 21% dos descartes de folhas, verduras e legumes podem ser utilizados na alimentação humana.
Além disso, o estudo também mostrou que 22% estão aptos para serem destinados ao enriquecimento da alimentação animal e 56% desses resíduos podem ser compostados e transformados em adubo.
Dessa forma, a pesquisa ocorreu em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a Universidade Paulista (Unip) e o Sesc Santos.
Cabe lembrar que o parque de Santos abriga, desde 2020, o Centro de Aprendizagem em Compostagem e Agricultura Urbana (Cacau).
Além disso, a outra unidade fica no Jardim Botânico Chico Mendes, no Bom Retiro.
Pela Semam, participaram do estudo os servidores Paulo Marco de Campos Gonçalves e André Leandro da Silva Nascimento.
Além das estagiárias Larissa Augusto Vieira, Ana Carolina Borba Rocha e Thaís Rafael de Oliveira.
O trabalho de pesquisa tem duração inicial de dois anos e pretende se estender para as demais feiras livres a partir de 2023.

Parte das sobras de alimentos poderia ser reaproveita para consumo humano ou animal – e também para compostagem. Foto: Divulgação
Composta Santos
Dessa forma, para o coordenador do Composta Santos, Paulo Marco Gonçalves, a premiação destaca a importância do trabalho realizado na Cidade, bem como permite ampliar os trabalhos voltados à segurança alimentar e nutricional.
“Para 2023 pretendemos dar continuidade às ações, ampliando o número de barracas e o volume de material trabalhado”, completou Gonçalves.
“Bem como a produção de materiais educativos que possam consolidar a construção da tecnologia social de triagem e destinação de alimentos e resíduos orgânicos da feira”, acresceu.
Em sua 12ª edição, o concurso é uma iniciativa do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Consea).
Além disso, o evento para premiar os vencedores ocorrerá na próxima quinta-feira (10).
Dessa forma, a cerimônia ocorrerá na sede da secretaria estadual de Agricultura e Abastecimento, na capital paulista.