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A castração química  é polêmica, tendo sido alvo de discussões sobre sua utilização em condenados por crimes sexuais. Entre os…

08 de julho de 2010 - 22:31

Da Redação

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A castração química  é polêmica, tendo sido alvo de discussões sobre sua utilização em condenados por crimes sexuais. Entre os animais, o procedimento – que passa a ter uma função de prevenção à proliferação de doenças -, ainda é pauta de estudos.


Os mais recentes iniciaram em 2003, com profissionais ligados à Universidade de São Paulo (USP) e à Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba. O resultado dos trabalhos foi o desenvolvimento do Infertile, medicamento desenvolvido à base do elemento gluconato de zinco e registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e que segue sob observação de entidades internacionais.


De acordo com o médico veterinário Ricardo Lucas, o Infertile é injetado por meio de uma agulha de insulina (fina) nos dois testículos do cachorro. São injetados de 0,5 a 2 mililitros de gluconato de zinco, dependendo do animal. “É feita uma aplicação apenas em cada testículo, e o efeito, que surge a partir de 3 ou 4 semanas, é irreversível”, avisa.


Conforme o médico veterinário, o gluconato age diretamente nas células que produzem o esperma no canino. “As pesquisas  detectaram que essa substância era a mais adequada, por ter uma eficácia maior que outras testadas e propocionarem mais segurança”, explica.


Prevenção de dores
Uma das polêmicas que envolveram a aplicação do Infertile era a dor que a injeção poderia causar e os efeitos do gluconato no corpo do cachorro. De acordo com Lucas, estudos da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) de Botucatu (SP) concluíram que antes da injeção do medicamento, a utilização de Acepromazina, um remédio utilizado como “tranquilizante” e inibidor de dores, é recomendada para que o animal não sofra no processo.


Conforme o veterinário, a aplicação da Acepromazina deve se dar 30 minutos antes da castração química, na dose de 0,025 miligramas/quilogramas. “Nos testes realizados com esse protocolo não foram identificados sinais de dor significativa que obrigassem o uso de analgésicos adicionais”, diz.


O médico lembra, porém, que embora a realização desse tipo de castração seja mais acessível do ponto de vista financeiro, esta não pode ser realizada a qualquer momento, nem por qualquer pessoa. “Antes de tudo, é importante levar o animal a uma consulta com um veterinário”, destaca.

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