Qualidade de vida

Estudo mostra que a imunidade ao coronavírus dura ao menos 4 meses

Dos 64 analisados que testaram positivo para coronavírus em algum momento, 63 mantiveram a imunidade após o primeiro mês do resultado negativo.

16 de novembro de 2020 - 18:11

Da Redação

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Estudo mostra que o vírus do Covid-19 permanece no organismo, no mínimo, por quatro meses. Foto: Pixabay

 

O número de infectados por coronavírus está voltando a crescer no Brasil.

Dados recentes na cidade de Santos mostram as internações por COVID-19 estão no maior patamar desde julho, com alta constante e quase 50% de ocupação das UTIs.

Pessoas que já foram infectadas se preocupam com a possibilidade de voltarem a contrair o vírus e ou apresentarem sintomas, ou transmitirem-no para familiares e amigos.

Pesquisadores de todo o mundo tentam ainda encontrar respostas sobre por quanto tempo o corpo consegue se defender da doença que modificou todo o ritmo da humanidade de 2020.

Mas notícias recentes são positivas: os pesquisadores do Instituto de Saúde e Bem-estar da Finlândia analisaram 129 pessoas que foram infectadas ou tiveram familiares próximos infectados pelo coronavírus a partir de março e tentaram decifrar padrões na janela imunológica.

Eles chegaram à conclusão de que o nosso corpo consegue gerar anticorpos por pelo menos alguns meses.

Imunidade

Dos 64 analisados que testaram positivo para coronavírus em algum momento, 63 mantiveram a imunidade após o primeiro mês do resultado negativo.

Com o tempo, os anticorpos foram diminuindo, mas ainda estavam presentes em quase todos após quatro meses.

Também é interessante notar que 17 familiares próximos aos infectados que nunca testaram positivo para coronavírus e nem apresentaram sintomas também desenvolveram anticorpos.

O estudo finlandês conclui que, apesar do tempo de imunidade adquirida variar de pessoa para pessoa, é normal que ele seja de pelo menos quatro meses.

Dessa forma, é muito difícil que alguém volte a ser infectado pelo coronavírus em um curto período de tempo.

As diferenças no tempo dessa imunidade adquirida podem variar de acordo com a capacidade do sistema imunológico de cada um.

Quando expostos a uma doença, formamos o que é chamado “memória imunológica”, o que faz com que nossas células já saibam como se defender da ameaça que causa a enfermidade.

Em algumas pessoas, a formação dessa memória é mais forte do que em outras.

É sempre importante manter nossos sistemas imunológicos em alta.

 

Verduras e legumes compõem os alimentos da comida biodinâmica. Foto: Divulgação

 

Vitaminas

Eles são reforçados por vitaminas como a B6, B9, C, D e E e por minerais como o zinco.

Quando nós ingerimos alimentos ricos nessas substâncias, passamos a ter células de defesa em maior número, mais reforçadas e mais prontas para combater qualquer invasor.

Vegetais verde-escuros, frutas cítricas, alho, gengibre, oleaginosas e probióticos estão entre os alimentos com a maior capacidade de melhorar o sistema imunológico de uma pessoa.

Nós não devemos nos descuidar porque tivemos COVID-19 recentemente e nos alimentamos de maneira que melhora a imunidade: Ainda há poucos estudos sobre o assunto e, apesar de positivos, eles não são capazes de garantir que não seremos infectados novamente.

O uso de máscaras, o distanciamento social, a higiene e sair de casa apenas quando necessário continuam sendo conselhos que precisam ser seguidos.

As notícias trazidas pelos finlandeses, porém, são positivas e mostram que o corpo humano é capaz de gerar uma boa “memória imunológica” relacionada ao coronavírus.

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