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Mioma uterino afeta cinco em cada dez mulheres em idade reprodutiva

No mês dedicado à saúde da mulher, especialista sugere tratamento minimamente invasivo que preserva o útero

27 de outubro de 2019 - 12:31

Da Redação

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Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama.

A data, celebrada anualmente, tem como objetivo proporcionar maior acesso das mulheres aos serviços de diagnóstico e tratamento da doença, responsável por quase um em cada quatro óbitos por câncer em todo o mundo.

Mas, apesar do mês ser dedicado à saúde das mamas, a data também é uma excelente oportunidade para as mulheres realizarem um check-up anual.

Assim, podendo detectar outras doenças.

Entre elas, o mioma uterino.

Os miomas são tumores/nódulos benignos, de origem do tecido muscular.

E que costumam aparecer em cerca de 50% das mulheres em idade reprodutiva (30 a 50 anos).

Em algumas mulheres, a doença apresenta sintomas como sangramento intenso e aumento do período menstrual, dor abdominal, pressão pélvica, além de vontade de urinar com frequência e desconforto durante a relação sexual.

Em outras, no entanto, sua identificação só ocorre durante exames de rotina, como ultrassons pélvicos e de abdômen.

Os miomas uterinos podem aparecer em diversas regiões do útero e também em tamanhos variados.

 

Tratamentos

Há, hoje, diversas opções de tratamento.

Uma delas, considerada minimamente invasiva, é a embolização do tumor.

Neste método, navega-se com um cateter, por meio da punção de uma artéria periférica, até a artéria uterina, que nutre tanto o útero quanto os miomas.

O procedimento, além de aliviar os sintomas, impede o fluxo de sangue que nutre os tumores.

Com isso, os nódulos acabam secando e reduzindo seu volume em até 50%, conforme explica o médico Renato de Souza Astolfi, diretor e coordenador da área de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular do Instituto Santista de Hemodinâmica.

“Na embolização, o tumor não é retirado, como ocorre na cirurgia convencional. Ele é um tratamento alternativo, onde o tumor é secado, cortando sua irrigação. Com isso, reduzimos os sintomas, o desconforto da paciente e diminuímos o volume do útero de forma geral”.

O método também é uma excelente alternativa para mulheres que veem o sonho da gravidez ameaçado, já que os miomas uterinos também estão associados a quadros de infertilidade.

“Ele é minimamente invasivo e preserva o útero, que em muitos casos é completamente retirado em uma cirurgia ginecológica”, completa o especialista.

Os únicos casos em que o procedimento não é indicado são os de doença maligna, gestação e infecção ativa.

Após a embolização do mioma, a paciente pode apresentar além de dor, febre baixa, náuseas e corrimento vaginal.

Porém, em um curto prazo, retorna as atividades habituais.

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