Mulher sente cólicas abdnominais em razão da endometriose. Foto: Divulgação

Saúde

20 DE JULHO DE 2015

Mitos e verdades sobre a menstruação

Ginecologista e obstetra Jurandir Passos. esclarece algumas dúvidas comuns sobre o ciclo menstrual

Por: Da Redação

array(1) {
  ["tipo"]=>
  int(27)
}

Embora ainda seja um tabu para muitas mulheres, a menstruação deve ser compreendida como um processo natural do corpo feminino. “É comum que o ciclo menstrual seja associado a desconforto, principalmente nos dias que antecedem o sangramento, mas ele nada mais é do que a preparação do corpo para uma eventual gestação”, afirma o ginecologista e obstetra Jurandir Passos.

A menstruação dura em média de 3 a 5 dias. Mas o sangramento equivale a apenas uma parte do ciclo menstrual, que acontece em quatro fases: Fase pré-ovulatória, ovulação, fase pós-ovulatória e por fim a menstruação em si. “É importante que a mulher conheça seu ciclo e tire todas suas dúvidas com seu médico. Isso faz com que ela tenha mais intimidade com seu próprio corpo”, salienta o especialista.

Abaixo, o médico tira algumas dúvidas comuns sobre o tema:

– É possível engravidar durante a menstruação?
Mito. Primeiro, é preciso compreender que a menstruação é a descamação do tecido endometrial que permite o desenvolvimento do embrião. Por isso, caso ocorra relação sexual durante o período menstrual é improvável que a mulher engravide.

Mas, a mulher precisa ter certeza que realmente se trata da menstruação e não um pequeno escape menstrual, no qual o endométrio permanece apto a levar uma gestação adiante. Vale ressaltar que os riscos de infecção aumentam significativamente durante o período menstrual, tanto para a mulher quanto para o homem.

– Mulheres que convivem juntas podem começar a menstruar ao mesmo tempo?
Verdade. Segundo o médico, existe sim uma tendência à sincronização dos ciclos menstruais de mulheres que convivem na mesma casa, devido à liberação de feromônios. É um assunto ainda polêmico, já que ainda não há nenhuma comprovação científica aceitável.

– A cólica pode ser agravada se a mulher lavar o cabelo ou pisar no chão frio durante a menstruação?
Mito. A mulher pode lavar o cabelo ou pisar no chão frio, sem que tenha qualquer consequência sobre sua menstruação ou aparecimento de sintomas associados. Mas, segundo o especialista, se ela acredita piamente que isso lhe fará mal, poderá apresentar sintomas de origem puramente psicológica.

– Fazer exercícios físicos durante a menstruação é prejudicial?
Mito. O exercício físico, através da liberação de endorfinas, pode até a ajudar a diminuir os sintomas ligados à menstruação, como a TPM. Portanto, não há nenhum impedimento de realizá-los durante o período menstrual.

– Absorventes internos são contra indicados para mulheres virgens?
Mito. A única coisa que impediria o uso de absorventes internos pelas mulheres virgens seria o tipo de hímen que ela apresenta. A maioria das mulheres apresenta o hímen com abertura central e, de certa forma, elástica a ponto de algumas terem relação sexual e não o romperem totalmente. Porém, há aquelas que apresentam hímens com traves ou estreitamento de seu orifício e com isso pode haver a impossibilidade do uso de absorventes internos.

– A TPM pode ser considerada uma “frescura” feminina?
Mito. Em torno de 60 a 70% das mulheres apresentam algum tipo de sintoma pré-menstrual, que pode ser desde uma discreta mastalgia (dor nas mamas) até quadros bem dolorosos acompanhados de alteração do humor. Dependendo do grau de comprometimento, a mulher pode ter auxílio de medicamentos para diminuir esses sintomas.

– A mulher pode ficar mais inchada durante a menstruação?
Verdade. A progesterona leva a retenção de líquidos pela mulher, sendo o hormônio responsável por essa sensação de inchaço no período pré-menstrual.

– Usar a pílula anticoncepcional para interromper a menstruação faz mal para a saúde?
Mito. A interrupção da menstruação não traz problemas para a mulher. Mas nem todas podem utilizar anticoncepcionais de forma contínua para interromper a menstruação. O ideal é que a mulher faça uma avaliação com seu ginecologista, que irá passar o tratamento adequado.

Notícias relacionadas

ENFOQUE JORNAL E EDITORA © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

desenvolvido por:
Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.