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Perigo na rua

Na correria do dia-a-dia e nos poucos minutos que sobram para almoçar, antes da volta ao trabalho, ou no jantar,…

31 de março de 2008 - 06:23

Da Redação

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Na correria do dia-a-dia e nos poucos minutos que sobram para almoçar, antes da volta ao trabalho, ou no jantar, momentos antes da entrada para a faculdade, é muito comum encontrar pessoas em frente aos carrinhos de lanches e lanchonetes, saboreando aqueles sanduíches completos, com tudo que tem direito para substituir o almoço ou o jantar, porque são mais econômicos e rápidos.


Unhas curtas, sem esmalte, luvas e tocas são alguns dos cuidados simples que o cliente deve observar no local, especialmente entre os atendentes. Além disto, quem cobra o dinheiro não deve manusear os alimentos, mesmo com luvas.


Outro agravante que afeta os ambulantes é a conservação dos alimentos. Carnes, leite, ovos e frios são algumas das iguarias que precisam de mais atenção na hora de guardar. Se ficarem expostos ao calor ou à temperatura ambiente, os agentes contaminadores entram em ação e se espalham, causando problemas alimentares no consumidor.


Segundo o estudante de gastronomia Dante Lázaro Marchetti, 24 anos, o quiosque onde trabalha procura seguir todas as regras da vigilância. “Nós sempre usamos tocas e aparamos as unhas para evitar qualquer problema. E para conservar os alimentos, guardarmos em embalagens plásticas transparentes e em pequenas porções. Usar sacolas de supermercados para armazenar a comida é proibido”.


As bisnagas de maionese, catchup e mostarda não devem ser usadas, pois elas precisam ficar sempre sob refrigeração.


Para o chefe das atividades técnicas da Vigilância Sanitária de Santos, o médico Valter Makoto, é importante que o consumidor note se o estabelecimento usa bisnagas. “Estes produtos são proibidos pela lei municipal. Quando o cliente parar em algum lugar que não use sachê, é melhor evitar a compra, porque esses alimentos estragam com facilidade”.


Makoto esclarece que os sintomas variam de acordo com a bactéria presente no produto. “Os sintomas mais comuns são mal-estar, dor-de-cabeça, diarréia e vômitos. Para evitar estes problemas a pessoa deve tomar muito cuidado com o que come e onde come”.


Para o técnico de informática Júlio César Moraes Francisco, 23 anos, este tipo de comida tem origem duvidosa. “Às vezes, eles requentam a comida o dia inteiro e o local muitas vezes nem aparenta ser limpo. Eu evito comer, mas de vez em quando, na correria, eu acabo comendo”.


Canudos


Mais um item que exige atenção especial é o canudinho. Desde 28 de dezembro do ano passado, todos os estabelecimentos comerciais devem usar canudos embalados individualmente. “Quando você vai pegar um canudo no display, você pode transmitir as bactérias da sua mão para os demais. Além disso, eles ficam expostos à poeira durante o dia e a insetos, como baratas, durante a noite” explica Makoto.


Direitos do consumidor


De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, todo estabelecimento que trabalhe com alimentação deve permitir, sempre que solicitado, o cliente visitar a cozinha do local para se certificar de que está consumindo alimento seguro.


Bares, restaurantes, quiosques, carrinhos de lanches e ambulantes de Santos devem, obrigatoriamente, fazer o Curso de Manipulação de Alimentos todos os anos e afixar o certificado em local visível para os clientes.O consumidor também pode procurar ajuda ou esclarecer dúvidas nos postos de saúde e no Procon/Cidoc. Casos de más condições de higiene também podem ser relatados à Vigilância Sanitária. A pessoa pode também entrar em contato com a Ouvidoria Pública Municipal pelo telefone: 0800-112056.

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