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Postura correta

Na era da tecnologia, utilizar o computador como principal meio de trabalho não é novidade. Passar o dia sentado em…

22 de maio de 2009 - 20:33

Da Redação

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Na era da tecnologia, utilizar o computador como principal meio de trabalho não é novidade. Passar o dia sentado em frente à uma mesa de escritório e concentrar-se no equipamento é a realidade para a maioria dos profissionais.

Para evitar lesões por esforços repetivivos, como digitar constantemente estando atento à postura no ambiente de trabalho é fundamental.

Com o objetivo de ajudar nesse processo, a ergonomia estuda as relações do homem e do ambiente, seja ele de trabalho ou doméstico, de forma a adaptar as necessidades diárias para que ele sinta-se bem. “ É fundamental que o ambiente de trabalho esteja adequado às atividades que a pessoa realiza. Isso influencia no processo de produção e também no resultado. Para isso contamos com uma norma regulamentadora de ergonomia (NR 17)”, diz a desenhista industrial e mestre em ergonomia, Alda Paulina dos Santos.

De acordo com ela, as lesões mais frequentes causadas por esforços repetitivos são dores cervicais, lombares, tendinites, dor no ombro e também nos membros inferiores. Elas são resultado da má postura no local de trabalho.

Os casos mais comuns são os de profissionais que trabalham a maior parte do período com computadores. “A tela precisa estar ajustada à mesma altura do rosto sem que o pescoço se mova para baixo ou para cima. O antebraço deve estar apoiado em algum lugar como a mesa ou braço da cadeira”, explica a profissional. 
 
Ela acrescenta que as cadeiras também precisam ser adequadas. O encosto deve contemplar a parte dorsal das costas até a lombar e a regulagem de altura é essencial. “Os apoios de pés só devem ser utilizados no caso de pessoas que, sentadas, não alcançam o chão, pois o melhor apoio é o próprio piso,”comenta.

No caso de empresas que não dispõem do trabalho de especialistas em ergonomia, é importante que o funcionário perceba o que lhe incomoda, fazendo ele próprio os ajustes necessários. “Ele precisa analisar onde está o desconforto. Se é nos ombros ou no pescoço, a tela do computador pode estar posicionada de uma maneira errada. Se for nos membros inferiores ou nas costas, a cadeira pode não ser a mais adequada”, indica Alda.

Fazer pequenas pausas durante o horário de trabalho também é fundamental. “A indicação é que, a cada 50 minutos sentado em frente a uma mesa, pare-se 10. Se possível, é recomendável fazer os movimentos da ginástica laboral para aquecer e relaxar a musculatura”, recomenda.

Ergonomia
Segundo a profissional, além da postura correta, o estudo da ergonomia contempla as àreas físicas, cognitivas e organizacionais. A primeira diz respeito às condições do posto de trabalho, como a iluminação e temperatura. A física analisa a maneira pela qual o trabalhador relaciona a atenção com o ambiente que lhe é oferecido.

“As condições físicas do local são essenciais para o bom desempenho”, diz. A cognitiva, uma das mais importantes, se relaciona com o processo de trabalho como um todo. A pressão, as metas a serem cumpridas e a maneira com que os afazeres profissionais do dia-a-dia  devem ser realizados são fatores que também estão ligados ao bem estar do trabalhador. “Um local de trabalho agradável, onde o trabalhador consiga desenvolver a função de uma forma motivacional age, diretamente, nos resultados da empresa”, garante.

Casa
O ambiente do lar também deve ser adequado às necessidades de cada pessoa. Ter utensílios dentro da área de alcance e móveis que respeitem o tamanho dos ambientes, facilitam o dia-a-dia e colaboram para o bem-estar físico.

“Antes de comprar um móvel, é importante ter a certeza de que ele condiz com o espaço ao qual será colocado. Às vezes, a beleza é o único quesito levado em conta”, comenta Alda. “ Não adianta comprar um sofá lindo que ficará completamente desproporcional na sala”, exemplifica. “E é normal as pessoas fazerem isso”, acrescenta.

Os eletrodomésticos fazem parte destes cuidados. “Com o tamanho dos novos apartamentos, cada vez mais reduzidos, a cozinha perde espaço. A geladeira, por exemplo, tem que ser adequada ao tamanho disponibilizado. Às vezes, ela é muito grande e para abrir a porta é preciso esforço em demasia em razão da falta de espaço”, analisa. “São pequenos cuidados  que fazem a diferença”, finaliza.

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