Divulgação Brasil tem queda no número de fumantes

Saúde

21 DE JULHO DE 2021

Até os 35 anos de idade, pulmões de fumantes conseguem se regenerar, diz médico

A cada década que se posterga para parar de fumar, o impacto nos pulmões é maior. Até os 35 anos de idade, sequelas do tabagismo desaparecem

Por: Da Redação

O pneumologista Ubiratan Paula Santos discorreu sobre as sequelas pulmonares em razão da Covid. Foto: Reprodução

 

Quem para de fumar até os 35 anos, em média, terá seus pulmões recuperados ao longo do tempo como se nunca tivesse colocado um cigarro na boca.

“A cada década que se posterga para parar de fumar, o impacto nos pulmões é maior”, explica o pneumologista Ubiratan de Paula Santos.

O profissional é médico assistente da Divisão de Pneumologia do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, além de docente da Faculdade de Medicina da USP.

Santos participou do Jornal Enfoque – Manhã de Notícias desta quarta (21) onde abordou temas diversos como o tabagismo, pós-Covid e doenças pulmonares.

Portanto, segundo o profissional, estudos mostram que quando mais precoce um fumante larga o cigarro, maiores as chances dos pulmões se recuperarem.

“Alguém que fuma até os 35 anos irá conseguir ter um pulmão como se nunca tivesse fumado antes”, diz.

No entanto, mesmo aqueles pacientes que param de fumar bem depois também terão melhoras pulmonares, mas com algum grau de comprometimento.

Além disso, Santos responde pelos ambulatórios de Cessação de Tabagismo e de doenças Respiratórias Ocupacionais e Ambientais da Divisão de Pneumologia do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Impacto dos cigarros nos pulmões

Segundo ele, a fumaça decorrente do tabaco traz até 74 tipos de problemas médicos, sendo os principais o câncer em diversos órgãos,  problemas cardiovasculares e respiratórios.

“E agora com os vírus novos, precisamos ser imunizados com vacinas”.

Portanto, não é à toa que o tabagismo contribui para a morte de 160 mil brasileiros por doenças relacionadas, especialmente o câncer.

Assim, a boa notícia é que se até o final do século passado, um em cada três brasileiros fumavam.

Hoje, este índice está em 14%.

Covid-19

Não bastasse, em razão da Covid-19, os pulmões são os órgãos mais atingidos, afetando diretamente a respiração.

“Até transplante de pulmão já foi necessário em pacientes com fase aguda da doença”, disse.

Além disso, em alguns casos, os problemas pulmonares provocam um grave quadro respiratório atingindo outros órgãos, como o coração.

Assim, mesmo que a pessoa sobreviva da doença, há um risco sério de sequelas e até a morte.

Dessa forma, levantamento no Hospital das Clínicas de São Paulo mostra que 12% do total de internados por covid-19 morreram até seis meses depois, mesmo após alta hospitalar.

Portanto, a estimativa é que entre 1/3 de pacientes vítimas da Covid fiquem com algum tipo de sequela ‘relevante’.

Prolongamento das sequelas

Além disso, as sequelas, que inicialmente durariam até seis meses, se prolongam por mais de um ano em vários casos, desafiando a classe médica.

Assim, são comuns, por exemplo, problemas renais, infartos, AVCs, fadiga crônica, queda de cabelo, alopecia e esquecimento após longo período.

“Os outros tipos de coronavírus não deixaram sequelas como o SARs-Cov-2”, diz.

“É necessário que as pessoas pós-Covid voltem a fazer atendimento médico para saber seu quadro de saúde”, salienta.

Festas

Dessa forma, Santos também critica a discussão sobre eventuais preparativos para as festas de Réveillon e Carnaval, já defendidos por alguns políticos.

“Isso é prematuro. O ideal é que as festas sejam ser realizadas somente a partir do segundo semestre do próximo ano”, salienta.

Além disso, ele reforçou que diante da atual queda de números de infectados, as autoridades de saúde devem fortalecer a testagem em pacientes.

“É muito mais fácil fazer a vigilância dos novos casos para testes em pessoas que tiveram contato com alguém infectado com números menores do que quando  são elevados”, discorre.

Olimpíadas

O médico também falou sobre problemas pulmonares e até sobre as Olimpíadas no Japão.

“Por mais que haja controle, sempre existe o risco”, define.

 

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