Ortodontia

Unimes recruta pacientes jovens e adultos para tratamento de mordida cruzada

Triagem, que será realizada neste sábado (26), é gratuita e promove técnica inovadora

21 de outubro de 2019 - 15:08

Da Redação

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Com fins acadêmicos, a Faculdade de Odontologia da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) vai realizar uma triagem gratuita neste sábado (26).

Será às 9h, na Clínica Odontológica do Campus Rosinha Viegas (situada à Av. Francisco Glicério, nº 6/8).

A seleção é para a especialidade de Ortodontia. Destinada ao uso de um aparelho dentário recentemente utilizado por profissionais no Brasil para tratamento de mordida cruzada. Assim, com técnica inovadora.

Para participar, o paciente deve apresentar documento de identidade e deve preencher os seguintes critérios: todos os dentes na boca; idade entre 15 e 30 anos; mordida cruzada posterior de um ou dos dois lados.

“Se, durante a avaliação na clínica, os professores verificarem que os casos se encaixam nas pesquisas acadêmicas, vamos conseguir financiamento dos custos para que o paciente não pague nada, exceto os exames de tomografia computadorizada em clínica radiológica. O projeto, portanto, não visa lucro, a fim de dar oportunidade a todos de, finalmente, respirar melhor e sorrir de verdade”, explica Marcelo Quintela, professor da graduação e coordenador da Especialização em Ortodontia da Unimes.

 

Unimes mordida cruzada

Recurso para tratar mordida cruzada em adultos é recente. Foto: Divulgação/Unimes

Funcionamento

Conhecido pela sigla em inglês MARPE (mini screws assisted rapid palatal expansion), o aparelho consegue descruzar mordidas.

Dessa forma, resolvendo o estreitamento do céu da boca, a atresia maxilar, com auxílio de mini-implantes.

A atresia maxilar costuma ser resolvida na infância com aparelhos apoiados nos dentes que expandem o osso do palato.

“Até muito recentemente, a Ortodontia não possuía um recurso para tratar adultos que não puderam resolver a atresia quando estavam em crescimento. A esses adultos, só restava a opção de uma cirurgia, em nível hospitalar, sob anestesia geral que, devido a sua complexidade, também pode ter um custo inacessível para boa parte da população”, explica Quintela.

De acordo com o professor, os resultados tem se mostrado muito promissores na Clínica Odontológica da Unimes, ampliando o sorriso que era estreito; alinhando os dentes; melhorando muito a respiração; o ronco e a apneia.

E, além disso, tudo, na cadeira do dentista, sem precisar da intervenção cirúrgica de porte hospitalar.